Mundial, mundial, mundial! 2

Já está. Já lá estamos. Oitavos de final garantidos.

Espanha é a selecção que nos espera.

No jogo que tantos apelidam “o jogo entre irmãos”, pouca irmandade se viu.

Foi uma primeira parte ao gosto da samba e uma segunda tocada a fado. No entanto, foi um jogo com pouco sal, algo fraquito, e com umas 4 oportunidades no jogo todo. Enfim, com duas equipas qualificadas, pareceu-me que ninguém queria era perder.

Foi também um jogo que se iniciou com duas equipas com alguns suplentes. Do lado do Brasil havia uma lesão e um castigo; do lado do Portugal, e com a passagem basicamente assegurada, houve vontade de descansar alguns jogadores.

Ter lançado Pepe foi arriscado, ter lançado Ricardo Costa foi assustador. O regresso do Danny e a inclusão do Duda foram as opções menos más. Percebe-se que Simão tem que jogar, que o Pedro Mendes dificilmente perderá o lugar que ocupa durante o resto do mundial e durante a próxima qualificação e que o Fábio Coentrão está numa ascensão ao nível do Cissokho.

Esta passagem também confirma algo que eu tinha discutido com algumas pessoas e que também já tinha sido dito pelos “especialistas”: o empate contra a Costa do Marfim não foi mau de todo. O essencial era não perder e isso foi conseguido. Que não jogamos bem nesse jogo, isso todos sabemos. Mas não termos perdido foi o essencial porque o que acabaria por acontecer no grupo era o mais esperado.

O jogo com a Espanha é já na terça… e i’ve got a feeling que o Mundial não vai acabar na terça à noite.

Mundial, mundial, mundial!

Olá amigos! Há quanto tempo?

Dois meses, pelo menos :)

A vida complica-se e o tempo encurta para estas coisitas :)

Mas estou de volta, nem que seja por 15 minutos, para tecer umas pequenas palavras sobre o grande acontecimento da actualidade.

As SCUTS! Dasse! Daqui a nada colocam portagens a sair a minha casa para cobrar a simples utilização das estradas nacionais. Ponham-se atentos!

Mas não, o grande acontecimento da actualidade é o falecimento do José Saramago, nobel da literatura. Como não sou grande leitor – ou pelo menos leitor analógico – não posso tecer grandes comentários. Mas quem suscita tantas controvérsias, emoções e afins, só pode ter tido uma grande influencia na sociedade e na vida das pessoas.

Ok, ok! É o Mundial de Futebol que concentra todas as atenções neste momento. E se até às 12h30 de ontem (segunda) o Mundial tinha sido muito mal temperado, o Portugal – Coreia do Norte verteu litros de ketchup sobre a competição, e esta ficou mais saborosa.

Facilmente um “tuga” fica extasiado com o resultado que Portugal obteve ontem. Já não jogavam assim “tão bem” em conjunto (e verdade seja dita que foi principalmente durante a segunda parte) desde aquele primeiro (ou segundo) jogo de qualificação contra a Dinamarca em Alvalade.

Mas é preciso ter calma. Apesar do resultado volumoso, a Coreia chegou a assustar mais do que uma vez. Mas assim que entrou o primeiro e segundo golo, a defesa deles foi-se abaixo. E tornou-se mais fácil construir um resultado daqueles.

Queiroz, treinador com o qual simpatizo esteve “relativamente” bem ontem. Conseguiu soltar a equipa um pouco mais do que se tinha visto contra a Costa do Marfim. Mas também mau era se não tivesse conseguido tal. No entanto, não estou aqui para o louvar tal como não o crucifiquei na semana passada depois do jogo miserável frente à Costa do Marfim.

Fruto da sua própria natureza “portuguesa”, somos os primeiros a criticar o que é nosso. E isso já vem de há muito… quer com treinadores, quer com jogadores. O Mourinho… ai o que se dizia dele quando treinava o Porto (era o “arrogante”, “o isto”, “o aquilo”)… agora é um ídolo da nossa pátria. Com jogadores é a mesma coisa. Quando Queiroz estava no Manchester e o próprio Fergusson o elogiava, fazendo questão de que este fosse o seu braço-direito, de certeza que não era porque falava bem inglês. É porque era competente. Mas como ele agora está em Portugal, e nós tão facilmente criticamos o que é nosso… é uma besta. No entanto, assim que acontece algo como ontem, já é bestial. Se formos eliminados nos oitavaos frente a não sei quem, será novamente uma besta…. e claro, virá a história do “Scolari”.

Eh pá, sinceramente… Scolari? PQP! Mais uma mania portuguesa de elogiar tudo que vem de fora. O Scolari para mim será sempre um treinador mediocre que teve a sorte de apanhar uma selecção a jogar um europeu em casa, já qualificada e com 6/7 jogadores recentemente campeões europeus e da Taça Uefa. É por isso que ele chegou longe, e o mesmo em 2006 na Alemanha. Assim que as estrelas nacionais saíram da selecção foi o que se viu… ninguém se lembra da caminhada sofrivel até o Europeu 2008? Algo semelhante ao que Queiroz fez? A diferença é que o Scolari pôde sempre trabalhar sobre o que ele tinha feito anteriormente. O Queiroz pegou numa equipa meia-desfeita e teve que trabalhá-la… o que não é fácil. Ninguém lhe deu nada… excepto Jorge Jesus, que lhe entregou um muito bom lateral esquerdo. O Scolari tinha um Luís Figo, muito maduro, que conseguia impor algum sentido no Ronaldo. Agora não há ninguém que o possa fazer. E depois é preciso não esquecer o trabalho que Scolari não fez nas selecções jovens… mas isso é outra história.

Tudo isto para dizer que é preciso ter calma… não podemos matar o Queiroz porque empatou contra a Costa do Marfim, nem podemos declará-lo o maior porque ganhou 7-0. Mais importante ainda, não podemos crucifica-lo por uma qualquer campanha mais curta… porque isto pode correr para qualquer lado e depois chamar de volta o Scolari (Quanto muito, chamem pelo Humberto Coelho).  A dita cuja recente era dourada do futebol português existiu por causa de circunstâncias muito próprias que agora não existem.

Portanto… para não me divagar muito mais, acredito que podemos empatar ou até ganhar ao Brasil. E depois disso, veremos… poderá sair a Espanha, o Chile ou a Suiça… e tirando a maior ameaça que é a Espanha, poderemos pensar em conseguir algo de importante.

Um dia quando tiver uma filha…

Um dia quando tiver uma filha, ela vai ser assim. E serei o pai mais feliz e orgulhoso do mundo.

E já lá vão 3…

… sim, isso mesmo. 3 anos de vida para o blog; este mesmo.

a aventura começou neste dia, em 2007. e desde então, 346 posts (fora este) e 688 comentários.

para um sítio tão pequeno como este, nada mau.

obrigado a todos!


numa altura em que o facebook é cada vez mais o local de todos os acontecimentos, a utilização de blogs pessoais torna-se cada vez mais raro. e já não falo do twitter que nos permite dizer tudo que precisamos dizer num blog em um, dois ou três tweets com 160 caracteres.

de todos os amigos que sigo, apenas dois actualizam o seu respectivo blog com alguma frequência… e estamos a falar numa base semanal… nunca diária.

e é assim.

a todos os frequentadores, regulares, esporádicos ou que vieram por engano, obrigado. voltem sempre!

“Roger, Roger! What’s our vector, Victor?”

Embora não conheça muito do trabalho – que inclui largas dezenas de filmes e aparições em séries – do actor Peter Graves, às vezes são os pequenos momentos, aquelas pequenas aparições que fazem toda a diferença.

Portanto, e sobretudo por estes momentos no filme “Airplane!“, fica o meu adeus e obrigado Peter Graves.

Fim!

Mesmo com três campeonatos na bagagem, Jesualdo nunca adquiriu a admiração dos adeptos Portistas. Não admiro Jesualdo, mas respeito-o. Não o acho genial, nem o acho fraco. Acho-o competente e que conseguiu fazer coisas muito boas num Porto que ano após ano ia perdendo os seus melhores.

Este ano perdeu o braço-de-ferro. Nunca o vou, nem nenhum portista o deve culpar pela época decorrida. Ano após ano, como disse, o Porto vende o que de melhor tem. E este ano vendeu os que seguravam a casa. São políticas que se vão seguindo e este ano correu mal… sobretudo para a direcção.

Infelizmente o Jesualdo vai acabar por sair pela porta pequena apesar de ter conseguido coisas fantásticas pelo Porto.

Em tempo oportuno falarei mais sobre o futuro do Porto e farei um balanço final sobre a Liga que está mais do que entregue ao Benfica. Com todo o mérito.

Hoje foi o dia que confirmou a saída do Jesualdo. Veremos quem o vai substituir. Vai começar um novo ciclo e sangue novo precisa-se.

Oscars 2010 em revisão

Ontem – já domingo em Portugal – realizou-se no local de sempre a 82ª edição dos Oscars.

Muito brilho, muita glamour, muito dinheiro passearam a red carpet antes da cerimónia propriamente dita.

Como tem sido habitual, o momento de “inauguração” da cerimónia contou com uma pequena performance musical. Desta vez não foi com nenhum dos apresentadores – Steve Martin ou Alec Baldwin – mas com o Neil Patrick Harris. Não teve o mesmo impacto que a actuação do Hugh Jackman teve na edição anterior, mas foi interessante.

Com grande entusiasmo vi a dupla Martin/Baldwin. O Martin sempre teve o seu lado cómico mas só recentemente é que o Alec Baldwin, muito por culpa da sua participação notável em 30 Rock, também começou a dar umas tacadas. Conclusão: excelente. Acho que formaram um par fantástico ao longo da noite. A apresentação foi muito engraçada e em momentos hilariantes. Por exemplo, na referência ao filme “Inglorious Basterds” diziam qualquer coisa como… “Aqui deste lado temos os inglorious basterds, e deste lado temos o pessoal que fez o filme…” (podem ver o momento aqui) Foram coisas pequenas, com pequenas picardias entre ambos que tornaram o trabalho entre a dupla bastante bom.

Quanto aos premiados… creio que não houveram muitas surpresas.

Christoph Waltz ganhou o prémio para melhor actor secundário pelo seu papel em “Inglorious Basterds”; Mo’Nique venceu melhor actriz secundária pela interpretação em Precious.

Jeff Bridges venceu – pela primeira vez – o Oscar para melhor actor. Ultrapassou o Clooney nas últimas semanas e embora ainda não vi o filme, suponho que seja merecido, até pelas boas críticas ao seu desempenho.

Do lado das mulheres foi Sandra Bullock a levar para casa o prémio de melhor actriz. Bem perguntava ela quando chegou ao palco se ela teria merecido ou se foi a pressão. Há um grande amor-ódio pela actriz. Da minha parte, realmente não acho que ela seja um actriz extraordinária. No entanto, vi a performance dela em “The Blind Side” e creio que nem esteve mal de todo… ou pelo menos fez o que melhor que pôde.

Font: NYTimes

Passando para o segundo prémio mais importante dos Oscars, o de melhor realizador, a escolha recaiu sobre a Kathryn Bigelow, realizadora do “The Hurt Locker”, “Estado de Guerra” em português. Não foi a primeira vez que uma mulher foi nomeada para o prémio de realização mas foi, em véspera do dia Internacional da Mulher, a primeira vez que uma mulher levou o prémio para casa. Mais uma vez assistimos a um agradecimento muito sentido, com algumas lágrimas à mistura. Merecido.

E por fim, foi o grande Tom Hanks a apresentar o prémio para melhor filme do ano. O grande favorito era o “Avatar”, ainda mais quando instantes antes foi a Kathryn Bigelow a levar para casa o de melhor realização (por vezes, como no futebol, há daquelas tentativas de compensar… de distribuir os prémios entre todos…). E portanto, Tom Hanks, de uma forma originalmente abrupta abriu o envelope, sem dizer quem eram os nomeados (até porque durante a noite todos eles tinham sido apresentados) e disse em alta voz… “The Hurt Locker” (“Estado em Guerra”).

A Kathryn teve que dar meia-volta e regressar ao palco; o trio de actores (Jeremy Renner, Anthony Mackie e Brian Geraghty) subriam ao palco em festa… foi um momento provavelmente inesperado, muito semelhante ao que tinha acontecido com o Crash alguns anos antes.

Se foi merecido? Creio que sim. Tanto o “Avatar” como o “The Hurt Locker” mereciam a distinção; o primeiro pela inovação inerente ao filme de Cameron, inovação essa que poderá marcar uma nova viragem na industria; o segundo pelo esforço e pela forma como foi abrindo caminho, posicionando-se como um dos favoritos ao prémio.

O “Avatar” é um fenómeno a nível gráfico, repleto de efeitos especiais incrivelmente bem executados… mas o “The Hurt Locker” é algo diferente; personagens reais, situações reais, mensagens políticos… é um tacho de coisas muito boas. Prémio merecido.

De resto, nota para “Up” que ganhou melhor filme de animação como era de esperar; também ganhou melhor Score (partitura) original, um prémio do qual gosto muito pelo meu enorme gosto por partituras/bandas sonoras de filmes.

E de resto, podem consultar os vitoriosos aqui.

Foi um 2009 com alguns bons filmes; veremos o que 2010 nos oferece…

Tragédias Portuguesas [Parte 2]

Ontem falei um pouco sobre a tragédia que caiu sobre a Madeira. Apesar do título do post, não queria associar esta tragédia à primeira, até porque são dois casos completamente diferentes e acho que cada um merece o seu destaque.

Ora, na sexta-feira passada foram finalmente divulgados as punições aos que se envolveram no caso do Túnel da Luz do passado dia 20 de Dezembro 2009.

A Comissão Disciplinar da Liga, liderada pelo Dr. Ricardo Costa, decidiu suspender o Hulk com 4 meses de suspensão, Sapunaru com 6 meses e o Benfica, por ser responsável pelos “stewards”, com 1500 euros de multa.

Fosse este blog um campo de guerra entre membros dos clubes afectados, estaríamos aqui durante 5 horas a falar. Mas a minha opinião é muito clara, muito objectiva e veremos se… realista.

Pelo que já li e já ouvi, o regulamento disciplinar em que se baseou a comissão é suficientemente ambíguo nesta área para que as sanções pendessem tanto para um ou para outro lado. Isto é, os “stewards” podiam ou não ser considerados intervenientes no jogo e com base nisso, as penas podiam ser de 1 a 4 jogos ou de 6 meses a 3 anos de suspensão. A comissão considerou os stewards intervenientes directos e portanto, aplicou-se a segunda opção.

Ora, tendo sido aplicado os 6 meses a 3 anos, Hulk levou 4 meses (menos do que os 6 previstos) porque, pelo que ficou provado, este foi provocado e reagiu a uma provocação. O mesmo se passou com Sapunaru. Este agrediu dois elementos e teve um somatório de 8 meses de suspensão. Por ter sido provocado, só levou 6.

Este é o resumo. Da minha parte, digo o seguinte:

Ponto 1. De forma alguma quero aqui defender que o que foi feito pelos jogadores deve passar em claro. Mesmo tendo sido provocados, uma agressão a um jogador ou outro elemento qualquer é escusado e deve ser castigado. No entanto, e por culpa dos regulamentos ou pela interpretação delas, poder punir uma agressão destas com 6 meses (que num clube que disputa 3 provas nacionais pode chegar aos 30 jogos de suspensão) é no mínimo absurda. Todos nós vimos o que fez o Pepe na época passada. Este levou 10 jogos. Em Portugal, uma atitude destas poderia render um máximo de 5 jogos. No entanto, pontapear um steward pode dar 6 meses. Mais uma vez, pelo que li e ouvi, esta parte do regulamento em especifico foi feito para proteger elementos como os árbitros, delegados ao jogo e outros elementos importantes que podem vir a sofrer a fúria de um qualquer jogador. Agora, dar um pontapé a um segurança contratado por um clube, a meu ver, já é um caso de outra natureza. Ora, isto é muito perigoso. Se este tipo de sanção for vinculativa, os clubes se calhar até passam mas é a contratar equipas de stewards para provocar jogadores. Assim, provoca-se este e aquele, recebe-se um pontapé e o jogador fica suspensão 4 meses e o clube leva um multinha para casa. Lindo.

Ponto 2. Como já ouvi, estou de acordo que estes castigos podem ter sido a melhor coisa que aconteceu ao Porto esta época. Se por um lado, ter jogado Janeiro e Fevereiro sem Hulk foi melhor para a equipa em termos de resultados de que com ele; por outro, a motivação que se criou com base numa revolta poderá catapultar o Porto para um final de época muito melhor que os primeiros dois terços da época. Viu-se, pelo jogo contra o Arsenal da passada semana, que mesmo tendo ficado dois meses fora de campo, Hulk está igual a si mesmo e anos-luz do Hulk que se viu na época passada.

Ponto 3. Quer queiramos, quer não, este Campeonato será para sempre conhecido como o dos Túneis. E o Benfica, infelizmente, esteve no meio dos dois. Primeiro foi em Braga, depois foi em casa, contra o Porto. O túnel de Braga resultou numa suspensão de dois jogos a Cardozo, e alguns a Mossoró e mais um ou outro bracarense. Vandinho, por sua vez, levou três meses por suposta tentativa de agressão. No entanto, pelos vistos, não há imagens, relatórios ou o quer que seja que confirma esta tentativa excepto testemunhas próprias. O Túnel da Luz, por sua vez, não teve a participação dos jogadores do Benfica. Destaco, aliás, o facto de agora o Benfica esperar sempre pela saída da outra equipa para os balneários antes destes se deslocaram para lá. Boa medida. No entanto, foi um grupo de segurança, contratado pelo Benfica, que esteve na base disto tudo. Porque uma coisa eu tenho quase a certeza, os jogadores em causa não foram disparar pontapés só porque lhes apeteceram.E realmente tenho muito pena que assim seja. Creio que o Benfica está a praticar o melhor futebol de que me lembro, melhor do que o do Camacho na sua primeira passagem pela Luz e melhor que o do Fernando Santos (que apesar de nem sempre ganhar, colocou o Benfica a jogar bom futebol). O Benfica se ganhar este ano, da minha parte, foi porque foi melhor. Não tenho dúvidas em admitir isso, ao contrário do que muita gente de outra cor faz em relação ao meu clube. Para mim, não foi porque os túneis tiraram jogadores aos outros clubes que lutavam pelo título (se bem que o Vandinho faz muita falta ao Braga). O Benfica está melhor do que o Porto, que só agora, e ainda aos soluços, vai jogando bem (muito por culpa da integração do Ruben Micael). Tivesse o Porto jogado contra o Paços (casa e fora), Leixões (fora) como jogou contra o Braga e o Campeonato estaria muito mais renhido. O Porto só se pode queixar de si.

Mas isto sou eu. Para muitos, Sportinguistas, Portistas e até Braguistas, este será o ano do Túnel; será o ano em que o Túnel foi o que levou o Benfica a ser campeão. Caso assim seja. Para o Porto ou o Braga, será o ano em que, apesar do Túnel, o Porto ou o Braga ganhou… contra tudo e contra todos, dirão eles.

Será uma ligeira ironia no destino como os que durante anos atribuíram os méritos do Porto à fruta ter que agora levar com o túnel até… até quando calhar.

(texto sujeito a alterações)

A tragédia Madeirense

Nos últimos dias, uma enorme tragédia tem vindo a marcar o dia-a-dia de Portugal.

No passado fim-de-semana, um temporal varreu a ilha da Madeira, atingindo, entre outros locais, o Funchal e a Ribeira Brava.

Quando visitei a ilha no verão de 2008, encontrei a tal “pérola do Atlântico”. Encontrei locais limpos, gente de uma enorme simpatia, um povo e uma terra acolhedora e claro uma paisagem e natureza lindíssima…

Curral das Freiras

Encontrei o Curral das Freiras… vista a 1000 m de altura.

Igreja da Ribeira Brava

Ponte em Ribeira Brava

Encontrei a Igreja da Ribeira Brava e uma das pontes na terra que agora está destruída.

Destruição na Ribeira Brava

E por fim, e entre muitos outros sítios em que estive, encontrei também o Funchal, uma cidade banhada pelo mar.

Vista sobre o oeste de Funchal

É de lamentar o que aconteceu. Nem sequer podemos imaginar o que algumas daquelas pessoas, gente que perdeu tudo, podem estar a viver neste momento.

A ironia do destino é que, depois de tanta confusão com as finanças da região, terá que ser feito um esforço maior. E que assim seja. Acho que todos deviam visitar pelo menos uma vez a  Madeira; um pouco como os Muçulmanos têm que ir a Meca uma vez na vida.

Deve ser feito um esforço para que a ilha volte a ser, dentro do possível, o que até sábado era. Portugal e os Madeirenses merecem esse paraíso.

Rolo compressor no Dragão.

À partida, o jogo parecia ter características de um qualquer clássico: um jogo emocionante, equilibrado e polémico.

Emocionante, sem dúvida. Polémico, acho que não. Equilibrado… equilibrado quê?

De facto o Porto ontem mostrou um cara que apenas se tinha visto uma ou duas vezes esta época – talvez em Madrid – e passou sobre o Sporting como um rolo compressor. 5-2 diz tudo.

Mas foi um jogo claramente atípico.

Não tenho as estatísticas, mas em número de oportunidades, o Porto não criou muitas mais do que aquelas que resultaram em golos. Foi uma noite de eficácia tremenda. O Porto simplesmente dominou o campo, não deixou o Sporting jogar (se bem que também tiveram algum controlo de bola quando o Porto finalmente tinha o resultado feito).

Foi um jogo que deu para tudo. Ou talvez teve de tudo porque apareceu… Mariano?

Sim, o Mariano que deve ser um dos mais detestados jogadores do Porto de há muito para cá. O Argentino habitualmente trapalhão, desconcentrado, ineficaz virou rei da noite, marcando um soberbo golo.

Mas é preciso dizer algumas coisas. Primeiro, é bom saber que o Porto não precisa de três peças aparentemente fundamentais para ganhar: Bruno Alves, Raúl Meireles e Rodriguez. Mas lá está, um jogo destes aparece de 1 em 25 jogos… se não mais. Dois; Jesualdo disse-o bem: Esta vitória traz novas responsabilidades para os jogadores. Esta equipa ainda não se tinha visto este ano e agora que apareceu, vão exigir que se mantenha esta “eficácia” e ritmo de jogo. Três… não há três.

Nota ainda para a primeira vaga de castigos que surgiram ontem a propósito dos túneis. Três jogadores do Braga apanharam castigos com destaque para o Vandinho que apanhou três meses e o Mossoró três jogos. Não percebo uma coisa: como é que o Vandinho apanha três meses por suposta tentativa de agressão e o Mossoró três jogos por agressão consumada. Sim, o Vandinho foi supostamente sobre o treinador-adjunto do Benfica… mas mesmo assim. Só neste país. E só neste país é que se demora três meses para chegar a estas decisões. E logo no dia a seguir ao fecho das inscrições de jogadores, impedindo assim que o Braga se reforce numa posição importante, que é do Vandinho.

E o mesmo destino está reservado para o Hulk e o Sapunaru. O Sapu já fez as malas temporariamente para a Roménia. O Hulk, logo se vê. Mas certamente que a época está perdida para ele. Isto aqui não é nenhuma crítica ao Benfica (a questão de os stewards terem provocado ou não, não é para aqui chamado). O que é inacreditável é a velocidade a que isto vai. Os acontecimentos datam de 20 de Dezembro (ou algo assim). Já vamos em 3 de Fevereiro… mês e meio sem jogar e sem decisões.

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