Archive for October, 2007

Happy Halloween!!!

A tradição do Halloween cá por Portugal não é do meu agrado. Nem Trick-or-Treat, nem smell my feet como diz a canção, nem nada de especial. Bons tempos eram aqueles em que chegava da escola, vestia o meu costume e com um saco de lixo – daqueles pretos, aqueles muito grandes – ia pelas ruas fora, de casa em casa, a pedir rebuçados para satisfazer os meus desejos. Embora tivesse crescido e as possibilidades de ir Trick-or-Treating não fossem as mesmas, o dia não deixava de ser um de divertimento.

Como a tradição em terras lusas não se compara a de outros países, restam os filmes para nos lembrar daqueles bons momentos.

Uma nova era na aviação comercial

Começa hoje uma nova era na aviação comercial. Neste dia, o Airbus A380 ao serviço da Singapore Airlines fará, aliás, já fez (não sei se já aterrou), a sua maiden flight entre a Singapura e a Sydney, Austrália.

Desde sempre o mundo da aviação me fascinou. Já andei de avião algumas vezes e tenho que admitir que a viagem de avião em si é por vezes um dos pontos altos da viagem. É um pouco ridículo, isso eu sei. Mas não deixa de ser verdade.

Continuando; desde os anos 7o que a Airbus tem vindo a procurar uma forma de igualar a posição dominante ocupada pela Boeing no mercado das aeronaves devido sobretudo ao Jumbo 747. Foi então que, em meados de 1994, a Airbus começou a estudar e a desenvolver a sua própria aeronave – very large airliner – que designaram de A3XX.
Durante algum tempo houve tentativas de estabelecer ligações entre a Boeing e a Airbus na tentativa de criar um único Very Large Commercial Transport mas estas fracassaram. No entanto, em finais de 2000 e com um investimento perto dos 9 mil milhões de Euros, a Airbus avançou para o seu projecto que denominaram de A380. O 8 assemelha a configuração da fuselagem e é considerado também um número de sorte em algumas culturas asiáticas.

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Dito isto, o que é o Airbus A380, o que o torna tão especial? O que o torna o rei da aviação comercial? Entre outras coisas, tudo.
O A380 pode levar até 853 passageiros conforme a configuração. Estes, conforme o avião e a companhia poderão ter ao seu dispôr vários serviços: áreas para relaxar, bares, duty free shops (lojas sem-franquia) e até salões de beleza. A Virgin Atlantic, por exemplo, pretende levar a qualidade para um patamar superior com a inclusão de casinos, camas duplas, ginásios e chuveiros nos seus aviões. Nada mau. De uma forma geral, o A380 pretende dar um maior conforto aos seus passageiros com bancos maiores e menos barulho.

Um avião maior também implica infraestruturas maiores e mais eficientes. Felizmente, o aeroporto da Portela ainda conseguirá receber o A380 caso a oportunidade surja.

E é assim, a partir de hoje andará pelo ar um avião como nunca antes visto. Sucede ao Boeing 747 – o Jumbo Jet como o rei dos céus e antecede a uma nova versão do mesmo, o 747-8 que, do meu ponto de vista, nunca chegará aos calcanhares do A380. É o Titanic do novo século. Felizmente a 10.000 metros não se encontram icebergs.

Para perceberem até que ponto o luxo da cabine vai, fica aqui um vídeo do A380 da Singapor Airlines.

Já imaginaram como é que um A380 é feito? Aqui fica o segredo.

Taça da Liga; Round 2

A Taça da Liga voltou ontem para a 4ª eliminatória da prova. Após as 3 primeiras rondas, sobram na competição 4 clubes da primeira liga e outros tantos da segunda.
Não serve este post para falar mal dos clubes da 2ª circular que ontem perderam e empataram os seus jogos, mas antes para retratar a qualidade de equipas que os nossos três grandes têm.

Antes de mais, está provado que esta prova serve sobretudo para os grandes rodarem os menos usados. O Porto fê-lo na 3ª jornada; colocou em campo uma equipa que nunca tinha jogado junto e que, fora 2 ou 3 jogadores habituais titulares, nem 100 minutos de liga somava. O Porto acabaria por perder o jogo nos penaltis contra o Fátima, o até agora sensação da Taça da Liga.

Sensação até porque ontem, no seu jogo contra o Sporting, ganhou por 2-1. Mas do Sporting só se pode dizer que entrou com a sua equipa B interna. Colocou em campo jogadores que, tal como o Porto, poucos minutos de Liga tinham nos pés.

Do Benfica o mesmo. Camacho já havia assumido que esta competição era para rodar jogadores e rodar foi o que ele fez. Abdicou do seu Maestro até porque queria ver como a equipa jogava sem ele. Colocou em campo jogadores que poucos minutos tem mas mesmo assim, e apesar de um fraco jogo do Setúbal, saiu com um empate.

Mas tal como disse, não estou aqui para criticar. Antes para relatar uma verdade dos nossos três grandes que é a seguinte: Fora um onze inicial típico, tanto o Benfica, Sporting como o Porto tem reservas de média ou fraca qualidade. É claro, e tal como disse num post anterior, não se pode esperar que uma equipa formada por 11 jogadores que pouco têm jogado faça milagres, mas mesmo assim, a qualidade individual não é muito boa.

O Porto tem o seu onze inicial bem definido já desde a primeira jornada da Liga (excepto um dos defesas centrais): Helton, Bosingwa, Bruno Alves, Stepanov, Fucile; P. Assunção, Raul Meireles e Lucho; Quaresma, Lisandro e Adriano. A dupla a formar com Bruno Alves é talvez a maior incógnita desta equipa. De resto, das 10/11 contratações deste ano, só Stepanov e Nuno, quando Helton se lesionou, tem sido opções claras. Leandro Lima, o jogador que veio para fazer esquecer Anderson é um jogador com talento, mas tem um ano de aprendizagem pela frente. Mariano Gonzalez parece-me um trapalhão de primeira e que dificilmente continuará. O Bolatti até nem parece ser fraco, mas está tapado por um melhor Paulo Assunção. O Farias, 2º melhor marcador Argentino em actividade tarda em aparecer e terá que lutar muito para tirar o lugar ao Adriano. O Kaz, bem, esse é claramente um jogador de 2ª ou 3ª linha e que apenas veio porque muito se falou de ele ir para o Benfica e todos sabemos como são essas novelas Porto/Benfica.
Na verdade, nem gosto muito que não sejam dadas oportunidades a estes jogadores. Mas se não assim tão bons, porquê coloca-los a jogar? É o trabalho deles calar a boca a muitos que partilham a mesma opinião.

No Sporting há mais do mesmo. A equipa base já estava encontrada há muito tempo embora a luta Vukcevic/Izmailov seja a maior dúvida do treinador. Stojkovic; Abel, Tonel, Polga e Ronny; Veloso, Moutinho, Romagnoli e Izmailov/Vukcevic; Liedson e Derlei. Com a lesão de Derlei o Sporting teve que encontrar no seu plantel um “sucessor”. No entanto, e tal como em anos anteriores, nem Yannick nem Purovic dão conta do recado. Aliás, o dinheiro gasto em Purovic não se tem feito render, antes, o sérvio parece uma estaca na área contrária incapaz de se movimentar. Felizmente, no entanto, para o Sporting, os dois jogadores vindo do leste até têm rendido. Izmailov e Vukcevic não tem decepcionado, daí a dificuldade em encontrar um titular indiscutível. Na defesa, o Pedro Silva lesionou-se em pouco se sabe do que poderá dar ao clube. O Marian Had se poucas hipóteses tinha na Rússia ainda menos terá por cá. O Gladstone traz boas referências e até é um jogador de selecção mas pouco se tem visto do mesmo. Dereli foi talvez a contratação surpresa da época para o Sporting. Continuo a achar que, caso não se tivesse lesionado seria um factor essencial no clube de Alvalade. Sei o que ele vale e é, quer queiram quer não, muito mais do que mostrou no ano passado aquando da sua passagem pela Luz.

Finalmente na Luz, o Benfica foi o que mais investiu este ano gastando quase 25 milhões de euros. Com a troca de treinadores e tática, o Benfica é a equipa cujo onze tenho mais dificuldade em definir. Quim é garantido; Léo e Luisão também. Agora David Luiz ou Edcarlos? Luís Filipe, Nélson ou Maxi? Katsouranis e Petit tal como o Rui Costa quando joga com 3 no meio. Nuno Gomes ou Cardozo? Cristiano parece-me seguro no onze. Di Maria, titular ou não? De facto, não consigo definir um onze até porque não se sabe qual o esquema a usar. Mas não é isso que interessa. Cardozo custou mais do que 9 milhões de Euros e rendeu 2 golos até agora. Pode estar cansado, pode precisar de tempo para se adaptar. Mas de qualquer forma, é um grande investimento para um clube português e que tarda em mostrar serviço. Principalmente num campeonato onde não se dá muito tempo a quem o precisa. Infelizmente, prevejo que quando engatar a primeira, vai ser muito temível. De resto, o Benfica também contratou a sua série de “flops” sendo Bergessio o primeiro da lista. Queriam fazer dele um Derlei ou um Lisandro mas está dificil. Andrés Diaz terá que um dia ser explicado aos Benfiquistas. Será que ele foi oferecido como parte do negócio do Di Maria? Fábio  Coentrão pousou muito cedo os pés num clube grande e precisa de ganhar ritmo, experiência e humildade. Até gosto do rapaz e ele tem talento mas ele precisa de aprender para não se perder. O Adu, esse coitado, vinha rotulado de craque. Vinha dos E.U.A. onde o futebol é quase para quem quiser. Coitado também porque foi lançado às esferas de um dia para o outro e de certeza que isso lhe caiu mal na adaptação. No entanto, também prevejo um bom futuro para ele. Tem um ídolo chamado Rui Costa que terá muito que lhe ensinar. Do Di Maria o mesmo, precisa de por os pés no chão. De um dia para o outro era considerado o melhor do Benfica em todos os jogos, o melhor jogador do clube da Luz. Precisa de ganhar maturidade.

Quando penso bem, o Benfica nem teve muitos flops. O Porto de facto, se calhar é o líder dessa tabela. Aliás, nem falei em jogadores como o Fernando e Luis Aguiar que vieram para ser emprestados. Do Benfica posso dizer que prevejo o melhor futuro. Há muito potencial naquela equipa e, se não for este ano, para o ano eles podem ser temíveis. Isto claro, com uma boa orientação do treinador. O Sporting teve azar e perdeu o avançado que a anos procura. No enanto, quando regressar o Sporting tornar-se-á muito melhor do que é no ataque.

Em fim, os grandes são uma equipa de flops e de promessas com 12/13 jogadores em que se pode realmente confiar. Ano após anos reforçamos as equipas e dispensamos jogadores porque temos 3-4 competições para rodar jogadores. Lá no fundo, se calhar essa política não é boa ideia. Os flops só aprendem a jogar entre os melhores e não com 10 outros flops. Assim, os flops serão sempre flops e nunca poderão evoluir. O problema é que falta muita coragem aos nossos grandes se bem que o Sporting seja o melhor exemplo da forma como se deve integrar os novos.

É tudo. Boa sorte para as equipas portuguesas para a próxima semana!


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