E à 3ª foi de vez. Portugal conheceu o sabor da derrota e a Suiça conheceu o sabor da vitória.
Desde cedo se apercebeu que o jogo seria claramente atípico. Scolari manteve apenas o Ricardo, Paulo Ferreira e Pepe em campo, revolucionando assim uma equipa. Miguel entrou para o lugar de Bosingwa e Bruno Alves para o lugar de Ricardo Carvalho. Fernando Meira, Miguel Veloso e o Raúl Meireles formaram o trio do meio enquanto que Quaresma, Nani e Hélder Postiga foram os avançados de serviço.
Apesar de tudo, nem sempre foi um jogo sofrível. Sim, porque para mim, foi bastante desesperante o jogo ao qual assisti.
Ricardo continua insegura em tudo que é bola para a área: livres, cruzamentos, cantos. O meio campo esteve completamente perdido a maior parte do tempo. O Raul Meireles, o único com alguma vocação para atacar verdadeiramente não conseguiu construir jogadas de ataque e assim, limitou-se como os seus companheiros do meio a preocupar-se com acções defensivas.
Portanto, assistimos durante uma grande parte do jogo de bola para a frente; dos laterais a bola ia ter às alas. Nas alas apenas Nani pareceu-me ter estado razoável. Quaresma, tirando dois cruzamentos, não fez nada de especial. O Postiga até nem esteve muito mal. Movimentou-se bem, teve algumas oportunidades mas falhou quando não devia ter falhado. Acho que mostrou mais neste jogo de que o Nuno Gomes nos outros dois. Merece jogar o próximo.
E foi assim a prestação da nossa selecção. Tal como Scolari disse, esteve lá para participar na festa de despedida da Suiça. Com uma equipa desorganizada e pouco rotinada e com uma participação caseira do árbitro austríaco, não se podia esperar muito mais.
Agora o que interessa é preparar para o jogo da próxima quinta frente ao 2º classificado do grupo B. A Alemanha tem tudo para seguir em frente e encontrar-nos lá, mas uma derrota histórica, inesperada e humilhante frente a Áustria poderá fazer da outra equipa organizador deste Europeu o nosso adversário.
Esperamos. Até lá.
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