Archive for July 4th, 2008

frogger.concept

frogger.concept é algo demasiado complexo para exprimir em poucas palavras mas farei o melhor possível.

É um remake do jogo Frogger dos anos 80 em que se tinha que levar o sapinho até ao outro lado da estrada e depois do rio.

No entanto, nesta versão o sapinho é eliminado e o próprio jogador veste a pele do sapo; isto é, é o jogador que tem que chegar ao outro lado da estrada e do rio sem morrer.

Desenvolvido por um grupo de 4 inteligentissimos alunos, João Vasco Costa, Pedro Correia, Simão Oliveira e eu próprio, este jogo é apenas uma pequena demonstração do que poderão vir a ser os jogos.

Parabéns pessoal!

Hancock: o herói incompreendido

Tive a oportunidade de finalmente tirar a cabeça da frente do computador e assim aproveitei para ver o Hancock que hoje estreava em Portugal.

Nem me tinha dado ao trabalho de ver o trailer completo, apenas alguns segundos aqui e acolá. Aliás, nem sabia minimamente a história do que estava prestes a ver. Apenas que o Will Smith interpretava o papel de um gajo qualquer que pelos vistos tinha uma força incrível.

Assim, regressado do cinema, tenho o seguinte a dizer. E aviso já, pode sair um ou outro spoiler sem querer, portanto…

Antes de mais, gostei do Hancock. Não li sobre o filme, mas li uma ou outra crítica. Nem tudo era favorável. Aliás, a maioria criticou. No entanto, se formos levados por tudo que os outros dizem, para que é que interessa a livre vontade?

Vá, de volta ao assunto. Hancock começa desde cedo em alta. Não se perde tempo nenhum com o desenvolvimento de uma personagem que se transforma em super-herói. Bastam 5 minutos para sabermos que o Will Smith, ou melhor, o Hancock, é um espécie de homeless guy cheio de poderes e que todos conhecem a si e aos seus poderes. Brutal. Para quê 30 minutos a dizer que eu sou assim e assado, sou de Memphis ou de Seattle, adormeci e era assim e tal… não faz sentido. Simples. Porreiro. Will Smith, a meu ver, também implanta no seu personagem uma atitude bastante engraçada. Aliás, a primeira hora do filme está repleta de bons momentos para rirmo-nos. É de louvar como conseguem fazer de uma personagem que não esboça um único sorriso em alguém tão cómico.

Portanto, o Hancock é um tipo de superhero local, que todos conhecem mas que ninguém aprecia dado a sua atitude de herói agressivo: não fala com ninguém, parte tudo e mais alguma coisa, etc. É com a a ajuda do Ray, interpretado por Jason Bateman, e o seu plano para tornar o Hancock um herói amigável, que a história ganha o seu maior ascendente. Paralelamente encontramos a Mary – Charlize Theoron – que aparenta não ter paciência para aturar o Hancock. É então ao longo do desenvolvimento da personagem “final” do Hancock que conhecemos o ponto alto do filme. Na segunda parte o filme abranda um pouco na qualidade – não muito acentuado, calma – com o desenvolvimento da história da origem do Hancock. Não vou contar muito mais sobre isto porque seria acusado de spoiling.

Temos então dois momentos distintos. O desenvolvimento do personagem e depois a sua história e a sua luta contra o “mal”.

Acho que o filme peca pela falta de aproveitamento do personagem; fizeram um bom trabalho a desenvolver o Hancock para depois não aproveitarem do mesmo. Depois há um ou outro pormenor que também não me deliciou mas isso já são opiniões. De resto, foi um bom filme. O Will Smith esteve bastante bem. Não é nenhum tipo de Men In Black como muitos dizem.

De 0 a 10 dava-lhe um 7, talvez 7.5 pelas bastantes gargalhadas que me proporcionou.

Para concluir; destaque para o trailer do Mummy 97: parece que ainda existem muitas múmias por aí; Get Smart com o Steve Carell – deve ser mais um bom filme (estreia 7 de Agosto em Portugal; e o 007: Quantum of Solace, novo filme do agente James Bond. Também fico na expectativa por este filme até porque o Daniel Craig não esteve nada mal em Casino Royale.

Nota final para o Batman que está a 3 semanas de distância. Eh pá, não sei dizer porque estou tão ansioso…

Bom cinema a todos!


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