Ontem enquanto terminava o meu trabalho, o tal trabalho, assisti – até porque o dito cujo ocorria à minha frente – a uma espéice daqueles triangulos amorosos que só se vêem nos filmes.
Vou tentar contar o filme ao qual assisti…
Estava um rapaz sentado à minha frente: um tipo normal, alto, de óculos, aparentemente mais contido do que extrovertido. Reparo que não mão dele ele tem um desenho. Parecia-me uma tatuagem. Mas como em algumas partes estava meio borratado, conclui que era apenas tinta.
Algum tempo depois aparece uma rapariga, uma colega do rapaz; uma colega com a qual ele visivelmente da-se bem. Eles falam-se, riem-se juntos e trocam ideias com uma distância corporal muito pequena. Reparo que também ela tem um desenho no pulso.
Parece-me claro que eles desenharam um no outro até porque mais adiante ela volta a desenhar na mão dele.
O comportamento de ambos transpirava uma espécie de amor platónico. Havia demasiada química e interacção entre ambos para ser só uma simples amizade. Sentia, no entanto, que a maioria desse amor partia da parte dela, sendo ela sempre quem dava o primeiro passo nestas brincadeiras. Havia algo que me fazia pensar no porquê dessa relação ser ainda tão… contida.
A resposta veio mais tarde. Do nada, surge uma outra rapariga. Pareceu-me uma mera colega de ambos. Cumprimentou a rapariga que já lá estava mas foi dar um beijo, apaixonado, ao rapaz. Era isso. Ele tinha uma namorada.
A partir desse momento o comportamento da rapariga mudou. Pouco mais falou para o rapaz ou para a rapariga. Ocasionalmente perguntava-lhe uma ou outra coisa. De resto, ficava debruçada sobre os seus cadernos a estudar, como ainda não tinha feito desde que lá tinha chegado. Sorria, timidamente, às palavras e acções que o casal trocavam mesmo ao lado dela. Nunca mais foi a mesma depois da namorada ter chegado.
E é essa a Love Story da Biblioteca. Uma história que no cinema é mais do que vista e repetida. No entanto, parece que não é apenas uma história do grande ecrã.
Tive pena da rapariga. Visivelmente sentia alguma dor, alguma mágoa, alguma incompreensão. Visivelmente, também ela gostaria de partilhar algo mais com o rapaz do que uma amizade. Isto porque todos nós sabemos onde acabam as brincadeiras entre amigos e começam as brincadeiras com raízes e origens mais profundas, frutas de alguma paixão.
Ou talvez eu tenha apenas imaginado tudo… mas acho que não.
Uuuooohhhhh!! Quando é que isto apareceu?
Published January 13, 2009 Whatever 6 CommentsTags: comments, Wordpress
Lembrem-se de eu ter falado aqui neste post que o WordPress apenas não prestava porque não nos permitia saber se o dono do blog o outras pessoas quaisqueres nos tinham respondido aos comentários??
Pois bem, não sei quando mas parece que o WordPress ouviu as preces de milhares de utilizadores da sua plataforma porque agora já podes estar a par de todos os comentários de um post.
Sou agora um blogger mais feliz. Obrigado WordPress!
Agora, e porque está a cair uma bela chuvinha, vou dormir porque as condições são óptimas para tal!!!