Archive for April, 2009

BES com ideias verdes

Recebi na semana passada uma carta do BES – Banco Espírito Santo -, banco do qual sou cliente. Não sei como funciona com os restantes bancos nacionais mas o BES gosta de enviar aos seus clientes numa base mensal um extracto das contas e movimentos e coisas do género. Sim, é uma política útil porque, mesmo no século 21, nem todos sabem ou se habituaram a lidar com o Multibanco.

Fiquei surpreendido ao abrir a carta e encontrar a mensagem (estava situada na parte de trás do envelope que normalmente serve para selar o conteúdo; não sei se essa parte tem um nome) que podem ver na imagem abaixo (cliquem para ampliar):

bes

Sabendo eles que ocasionalmente dou um salto ao BESnet para verificar as minhas contas e tal, decidiram, em prol do ambiente, deixar de mandar os extractos em papel e consequentemente, avisam agora quando poderei consultar o extracto online.

E sabem que mais? Excelente ideia!

De facto, se uma pessoa tem acesso à Internet, porquê gastar uma fortuna em papel e centenas de árvores no envio de extractos que por vezes nem nos interessam por nada?

Mais curioso ainda e, foi este o pormenor que mais me chamou à atenção, o envelope vinha vazio. Não tinha mais nada lá dentro excepto estas 10 linhas escritas na parte interior do envelope. Desta forma, aproveitou-se o papel já enviado – o envelope – e poupou-se no papel que teria sido utilizado para escrever as linhas que tão bem se encaixarm no envelope.

Pensamentos originais e verdes. Gostei.

Espero que os outros bancos, se já não o fazem, seguem esta ideia. Afinal, só porque a crise financeira global está na ordem do dia, não nos peodemos esquecer de que o mundo está noutra crise – ambiental.

E já que estou a falar em ideias verdes e em prol do ambiente, fiquem com este vídeo que também achei muito interessante.

O emprego mais chato…

Diariamente quando me desloco para a Universidade deparo-me com uma “cena” que me traz uma má memória à cabeça – o emprego mais chato do mundo.

Presentemente decorre a construção da nova linha ferroviária ao porto de Aveiro; são vários os quilómetros de linha que estão a ser construídos e vários os trabalhos que têm que ser feitos.

E de todos estes trabalhos e de todos os trabalhadores, há um desgraçado que apanha com o emprego mais chato do mundo.

Sweeping Dust - source: Flickr

Sweeping Dust - source: Flickr

Falo-vos do que veem na imagem – o desgraçado que passa o dia a varrer o chão.

É de facto o emprego mais chato. Mas antes de me acusarem de esquecer empregos tipo limpar esgotos e assim, quando me refiro a chato, refiro-me sobretudo ao indíce de monotonia, de repetitividade e até de solodião.

Trabalhar numa fábrica ou sobretudo na construção e obter o título de varredor oficial da empresa é um chatice. Acreditem. O tempo não anda. Quando se pensa que passou uma hora de facto só passou 5 minutos. É tal e qual, garanto-vos.

E como é que vos posso garantir isso, perguntem vós. Porque também eu já fui o varredor de serviço.

Há muitos, muitos anos, num pequeno trabalho de verão, trabalhei juntamente com o meu “velhote” na construção. Como só tinha 15 anos, não tinha propriamente experiência suficiente para andar a conduzir carrinhas cheias de betão nem o talento necessário para assentar tijolos. Portanto, ficava a varrer as estradas durante o dia. E quando não tinha nada para varrer ia para o segundo emprego mais chato do mundo – segurar um sinal stop/go e controlar o trânsito.

Go! - image from Flickr

Go! - image from Flickr

O dia começava às 7 da manhã e acabava às 6 da tarde. Os momentos altos do dia, como seria de esperar, eram os 15 minutos de intervalo às 10 para tomar um pequeno lanche e o almoço; ah, e o final do dia, claro. Nas restantes 10 horas de trabalho lá varria o chão ou controlava o trânsito; na entremeada lá me ia entretendo ao cantar músicas, a contar o número de carros da mesma marca – ou até da mesma cor quando havia escolhido um carro mais raro – e coisas  assim desse género. Eram tempos difíceis, eram tempos muito, muito chatos.

Portanto, simpatizo muito com os tipos que passam o dia de vassoura na mão. A minima ventania e dispersão de pó ou lixo é sinal de trabalho, é sinal de uma surpresa, é sinal de mudança. É assim todos os dias: varrer, varrer, varrer. A consolação, se é que ela existe, vem no final do mês.

“Alunos da Universidade de Aveiro são os mais satisfeitos”

Não sou eu que o digo. Quem o diz é o jornal Público que se baseia num estudo do Centro de Investigação de Políticas de Ensino Superior.

Pelos vistos, de entre os 12 mil inquiridos (do primeiro e último ano de cada curso) de várias Universdiades publicas, privadas e institutos politécnicos, são os estudantes aveirenses que são os mais satisfeitos.

De acordo com o estudo:

No que a Aveiro respeita, 65,3 por cento dos inquiridos considera a experiência académica na instituição “muito boa” e só 4,6 “muito má”, 68,4 classifica o respectivo curso como “muito bom” e 4,2 “muito mau” e 71,8 por cento elogia como “muito bom” o rigor e exigência, que apenas para 3,8 por cento é “muito mau”. Nessas respostas, apenas quanto ao curso, o grau de satisfação é semelhante às outras universidades públicas, estando os outros indicadores todos com satisfação superior.

E creio que os alunos inquiridos têm alguma razão. Não posso falar em nome dos mais de 10.000 estudantes da UA, mas em termos pessoais, também eu estou satisfeito.

bc1fb48a71a3ad3dfbd7675fa051f7d7

Há bons Professores, há maus Professores; há boas cadeiras e depois há cadeiras que uma pessoa fica a pensar: “mas porquê?” Mas isso também é aqui, ali e acolá. É em todo o lado.

A UA, penso eu, deve ter condições que muitas outras Universidades não tem. Provavelmente não serão as melhores do país mas, lá está, são satisfatórias.

A única coisa que em nada me satisfaz é a vitela a lafões servida na cantina. Quem coloca isso na ementa devia seriamente reconsiderar :)

Mas já agora, deixo também alguns comentários que lá estavam (espero que não esteja a infringir nenhuma lei):

Ensino bom sim, mas! .. muito fraquinho em gajas boas. (experiência própria de um estudante da ua)

Em Aveiro uma boa parte dos docentes são jovens (35-45) muito dinâmicos e muito motivados para a investigação e para o ensino … [Acho que tem toda a razão]

E depois há as opiniões mais críticas e não duvido que sejam verdadeiras.

Atenção que nesta universidade ainda há compadrio e fraude na atribuição de notas. Sei de alunos licenciados com 11/12 a copiar a tordo e a direito que foram para doutoramento passado pouco tempo e a outros licenciados com 13/14, que até mereciam mais, nem lhes deram uma bolsa de investigação

De facto há muita coisa boa e muita coisa má cá em Aveiro… mas isso também acontece em todo o lado.

Fonte: Publico


Friday’s vintage moment

O outro dia, juntamente com uns colegas, falavamos de filmes e de actores e de não sei mais o quê.

Ora, a conversa foi parar ao Patrick Swayze e daí foi parar ao Ghost.

E quando se fala no Ghost a conversa vai parar sempre à tão conhecida cena da Demi Moore com o Patrick Swayze a brincar com barro.

E quando se pensa nessa cena, só vem uma música à cabeça….

Finalmente, porque este post está cheio de amor, fica aqui um momento do jogo de quarta-feira.

Parece que o Raúl Meireles, a pensar que não garantiria a qualificação, aproveitou o que podia para não ir de mãos a abanar para casa :P

meirelesmontagiggs

Um bom fim-de-semana ;)

Uma bomba para acabar com tudo

Bastou uma bomba, um tiro, um golão ao minuto 6 para que o sonho de muitos acabasse87 minutos depois.

O Ronaldo, que pouco fez em 180 minutos de futebol, tirou um coelhinho da cartola e permitiu ao Manchester United seguir em frente para as meias-finais da Liga dos Campeões num lindíssimo golo.

Felizmente para mim tinha os pés bem assentes no chão; sabia que a segunda mão era tudo menos fácil e que repetir o jogo da terça passada seria uma proeza inacreditável para além de quase impossível. Portanto, acabei por não sofrer com a eliminação do Porto às mãos do Manchester. Estranho como coisas tão banais conseguem mexer com uma pessoa.

O Manchester tem melhor equipa, tem mais e melhores opções e tem mais experiência; o Manchester também tinha uma obrigação que o Porto não tinha, que era passar a eliminatória.

Claro que é fácil dizer isto e usar essas linhas como desculpa dado que o Porto foi eliminado, mas a realidade é mesmo essa; se o Porto passasse, estes factores apenas fariam dessa passagem ainda mais louvavel do que já era.

Resumindo; o Manchester United foi muito mais equipa esta quarta do que na terça passada; foi melhor neste jogo do que o Porto; o Anderson e o Rio Ferdinand fizeram toda a diferença tal como a saída do Lucho à passagem da meia hora.

O Porto sai então da Liga dos Campeões de cabeça erguida; ciente de que fez o melhor que podia, ciente de que deixou muitos portugueses orgulhosos do seu feito (sobretudo na primeira mão) e ciente de que talvez, para a próxima, ninguém pensará que o FC Porto é, em circustância alguma o bombo da festa.

E como disse na semana passada, independentemente daquilo que o Porto fez hoje, mais uma vez o Porto demonstrou porquê ser o melhor clube português da actualidade e porque não, dos melhores da Europa.

Friday’s vintage moment

Vamos considerar vintage como algo antigo, clássico e de qualidade.

Aquela rubrica Back to the 80s que já não faço há anos, saturava, admito. Portanto, vamos tentar algo diferente e menos saturante: o Friady’s vintage moment.

Ou seja, todas as sextas-feiras vou colocar aqui algo, normalmente música, que foi brutal no seu tempo. E por “no seu tempo” quero dizer há uma semana ou há 50 anos. É o que aparecer.

Portanto, vamos lá dar início a isto.

Ahh, e perdoem o facto de ser dos anos 80; é uma pura coincidência :)

Dire Straits – Walk of Life

The way Star Wars should have been…

A saga do Star Wars é das mais clássicas de todos os tempos.

No entanto, e apesar dos primeiros (últimos) três episódios terem saído 30 anos antes dos últimos (primeiros) episódios (quem conhece a saga saberá do que estou a falar), muitas arrestas ainda ficaram por limar.

Tipo quê? Perguntem vocês. Tipo apelar a muitos mais homens. Digo eu. Como? Exactamente; mulheres e cerveja…

Dito isto, eis uma ideia para um remake do Star Wars.

Agora imaginem a Princess Leia e a Padmé num mano-a-mano (passe a expressão…).

Independentemente do que vier a acontecer…

…mais uma vez o Porto demonstrou porquê ser o melhor clube português da actualidade e porque não, dos melhores da Europa.

Mais nenhuma equipa neste momento, e tendo em conta o que se tem visto dos vários grandes, teria sido capaz de fazer o jogo que o Porto fez ontem.

Não estou tão eufórico nem vou tão longe como alguns que acham e dizem que o Porto deu banho de bola. Deu sim, nos primeiros 20 e tais minutos, antes do golo que deu o empate ao Manchester. Desta vez não foi o Helton, foi o Bruno Alves. Mas nos restantes 75 minutos de jogo houve equilíbrio.

O que se viu nos 90 minutos foi um Porto de enorme qualidade. Um Porto consciente da qualidade do adversário mas ainda mais, consciente da sua e portanto, nada inibido em atacar ao máximo. E isso foi claramente visível na forma com o Porto entrou em campo: olhos nos olhos, boa construção de jogo, bola para frente, atacar, atacar.

31214

Jesualdo disse-o e disse-o bem: foi espantoso ver jogadores com experiência 0 (zero) na Liga dos Campeões como Fernando e sobretudo Cissokho (que veio da segunda divisão francesa para o Setúbal no inicio do ano) jogarem sem medo, no Teatro dos Sonhos, frente ao Rooney e ao Ronaldo. Provavelmente ambos fizeram ontem os seus melhores jogos com a camisola azul e branca.

Tenho que dar mérito ao Jesualdo. Se há vários meses, quando o Porto perdeu 3 jogos seguidos, lancei achas para a fogueira e questionava a sua capacidade de liderar os jogadores que tinha à sua disposição, hoje faço um mea-culpa. De facto o que Jesualdo precisava era tempo; perceber como tirar o melhor rendimento dos jogadores que tinha e de que forma “substituir” os que tinha perdido. Se para a semana o Porto passar, tenho a forte convicção que Jesualdo abandonará o futebol. O campeonato está bem encaminhado; a Taça também. Se ganhar as provas internas será uma despedida de sucesso; será certamente uma saída pela porta grande.

E assim, ontem à noite, o Sir Alex Fergusson que há duas ou três semanas era só sorrisos quando viu-lhe sair o Porto em sorte, foi para casa, e nem que seja só por uma semana, de boca fechada e de orgulho ferido.

Para a semana, no Dragão, tudo pode acontecer. Já vimos o Manchester fazer grandes jogos em todos os Estádios. O Porto pode empatar, ganhar, perder ou até ser goleado. Mas independentemente do que vier a acontecer, fico contente com a prestação do Porto em mais uma edição da Liga dos Campeões.

Para a semana, se estiver bem-disposto, direi mais.

Afinal…

wdiag

A Bola até consegue ser objectivo e sério nas suas manchetes.

O Jogo, por sua vez, e como alguns de nós tivemos a oportunidade de discutir nos últimos dias, também lançou uma das suas vénias ao Porto depois da importante vitória do mesmo no sábado. Vêem, também consigo criticar O Jogo.

1paginagrande1

Qualquer pessoa reconhece que o Hulk é um dos melhores jogadores da Liga Portuguesa deste ano, mas para além de apanhado porrada, não fez assim nada de extraordinário. E também não há necessidade de já cantar de galo a vitória no campeonato; o Sporting, com algumas lesões, vai-se mantendo colado ao Porto, tal como o Benfica.  Portanto, vamos ter calma.

No entanto, tenho esperança que amanhã e na próxima semana o Hulk seja um verdadeiro vulcão contra os Red Devils de Manchester.

Vá, chega de capas de jornais :)

Boa semana a todos! ;)

Ontem fui à bola…

Graças a uma (das várias) iniciativa do SC Beira-Mar, ontem fui à bola. Bilhetes à borlix? I’m there.

O jogo começou bem cedinho, às 11.15, hora à qual normalmente me levanto no 7º dia. Mas a motivação era outra; já não via um jogo de futebol há algum tempo e, afinal, o clube da região – o Beira-Mar – ia defrontar nada mais nada menos que o Boavista, um histórico do futebol português.

Claro que o termo histórico tem pouca importância dado que, aos poucos, também o Boavista segue o rumo de outros históricos como o Salgueiros e o Farense.

O jogo não prometia grande coisa; já não estamos a falar do Beira-Mar minimamente lutador de há mais de 5 anos que ainda causava dores de cabeça aos grandes; nem estamos a falar do Boavista campeão e vice-campeão do início do século. Ambas as equipas atravessam enormes dificuldades financeiras – talvez mais o Boavista que o Beira-Mar – e por isso a qualidade do material já não é o que era.

E de facto, tive toda a razão. Foi um jogo pobre, sem grandes oportunidades, muito confuso o que contrasta com a opinião de que a Liga Vitalis é muito mais competitiva do que a Primeira Liga. Talvez tenha apanhado um daqueles jogos que marcam a excepção.

No entanto, fiquei feliz por ver que no meio de alguma ingenuidade futebolística, há muito mais seriedade do que no futebol da liga Principal: não houve mergulhos, não houve simulações, não houve quem queimasse tempo; jogavam, mal ou bem, mas jogavam.

E por fim, no meio de tanta ingenuidade, ainda deu para ver alguns jogadores históricos do futebol português: o Fary, que já foi melhor marcador da Liga portuguesa; o Jorge Silva, histórico do Boavista e que também já jogou no Beira-Mar e ainda o João Tomás.

dsc00494

No que diz respeito ao jogo em si, os quase três mil adeptos puderam ver 4 golos. O Beira-Mar abriu o marcador ao minuto 20; o Boavista gelou os adeptos da casa com um golo aos 85. No entanto, já nos descontos, num livre do Cristiano (sim, o especialista em livres que fez pré-épocas fantásticas no Benfica mas nunca foi para além disso), surgiu o 2-1. Momentos depois, o 3-1.

Os adeptos do Beira-Mar puderam assim disfrutar do seu domingo um pouco mais felizes.

P.S.: De louvar as iniciativas do Beira-Mar: ontém eram bilhetes gratuitos para estudantes; já no dia da Mulher fizeram o mesmo; no dia da Mãe haverá outra iniciativa do género. Numa altura em que todo e qualquer encaixe financeiro dá jeito, procurar o apoio dos adeptos, mesmo que se hipoteque esse encaixe, é de salientar.

Next Page »


Can’t read it? Translate it!

Categorias

Community