Archive for March, 2010

Um dia quando tiver uma filha…

Um dia quando tiver uma filha, ela vai ser assim. E serei o pai mais feliz e orgulhoso do mundo.

E já lá vão 3…

… sim, isso mesmo. 3 anos de vida para o blog; este mesmo.

a aventura começou neste dia, em 2007. e desde então, 346 posts (fora este) e 688 comentários.

para um sítio tão pequeno como este, nada mau.

obrigado a todos!


numa altura em que o facebook é cada vez mais o local de todos os acontecimentos, a utilização de blogs pessoais torna-se cada vez mais raro. e já não falo do twitter que nos permite dizer tudo que precisamos dizer num blog em um, dois ou três tweets com 160 caracteres.

de todos os amigos que sigo, apenas dois actualizam o seu respectivo blog com alguma frequência… e estamos a falar numa base semanal… nunca diária.

e é assim.

a todos os frequentadores, regulares, esporádicos ou que vieram por engano, obrigado. voltem sempre!

“Roger, Roger! What’s our vector, Victor?”

Embora não conheça muito do trabalho – que inclui largas dezenas de filmes e aparições em séries – do actor Peter Graves, às vezes são os pequenos momentos, aquelas pequenas aparições que fazem toda a diferença.

Portanto, e sobretudo por estes momentos no filme “Airplane!“, fica o meu adeus e obrigado Peter Graves.

Fim!

Mesmo com três campeonatos na bagagem, Jesualdo nunca adquiriu a admiração dos adeptos Portistas. Não admiro Jesualdo, mas respeito-o. Não o acho genial, nem o acho fraco. Acho-o competente e que conseguiu fazer coisas muito boas num Porto que ano após ano ia perdendo os seus melhores.

Este ano perdeu o braço-de-ferro. Nunca o vou, nem nenhum portista o deve culpar pela época decorrida. Ano após ano, como disse, o Porto vende o que de melhor tem. E este ano vendeu os que seguravam a casa. São políticas que se vão seguindo e este ano correu mal… sobretudo para a direcção.

Infelizmente o Jesualdo vai acabar por sair pela porta pequena apesar de ter conseguido coisas fantásticas pelo Porto.

Em tempo oportuno falarei mais sobre o futuro do Porto e farei um balanço final sobre a Liga que está mais do que entregue ao Benfica. Com todo o mérito.

Hoje foi o dia que confirmou a saída do Jesualdo. Veremos quem o vai substituir. Vai começar um novo ciclo e sangue novo precisa-se.

Oscars 2010 em revisão

Ontem – já domingo em Portugal – realizou-se no local de sempre a 82ª edição dos Oscars.

Muito brilho, muita glamour, muito dinheiro passearam a red carpet antes da cerimónia propriamente dita.

Como tem sido habitual, o momento de “inauguração” da cerimónia contou com uma pequena performance musical. Desta vez não foi com nenhum dos apresentadores – Steve Martin ou Alec Baldwin – mas com o Neil Patrick Harris. Não teve o mesmo impacto que a actuação do Hugh Jackman teve na edição anterior, mas foi interessante.

Com grande entusiasmo vi a dupla Martin/Baldwin. O Martin sempre teve o seu lado cómico mas só recentemente é que o Alec Baldwin, muito por culpa da sua participação notável em 30 Rock, também começou a dar umas tacadas. Conclusão: excelente. Acho que formaram um par fantástico ao longo da noite. A apresentação foi muito engraçada e em momentos hilariantes. Por exemplo, na referência ao filme “Inglorious Basterds” diziam qualquer coisa como… “Aqui deste lado temos os inglorious basterds, e deste lado temos o pessoal que fez o filme…” (podem ver o momento aqui) Foram coisas pequenas, com pequenas picardias entre ambos que tornaram o trabalho entre a dupla bastante bom.

Quanto aos premiados… creio que não houveram muitas surpresas.

Christoph Waltz ganhou o prémio para melhor actor secundário pelo seu papel em “Inglorious Basterds”; Mo’Nique venceu melhor actriz secundária pela interpretação em Precious.

Jeff Bridges venceu – pela primeira vez – o Oscar para melhor actor. Ultrapassou o Clooney nas últimas semanas e embora ainda não vi o filme, suponho que seja merecido, até pelas boas críticas ao seu desempenho.

Do lado das mulheres foi Sandra Bullock a levar para casa o prémio de melhor actriz. Bem perguntava ela quando chegou ao palco se ela teria merecido ou se foi a pressão. Há um grande amor-ódio pela actriz. Da minha parte, realmente não acho que ela seja um actriz extraordinária. No entanto, vi a performance dela em “The Blind Side” e creio que nem esteve mal de todo… ou pelo menos fez o que melhor que pôde.

Font: NYTimes

Passando para o segundo prémio mais importante dos Oscars, o de melhor realizador, a escolha recaiu sobre a Kathryn Bigelow, realizadora do “The Hurt Locker”, “Estado de Guerra” em português. Não foi a primeira vez que uma mulher foi nomeada para o prémio de realização mas foi, em véspera do dia Internacional da Mulher, a primeira vez que uma mulher levou o prémio para casa. Mais uma vez assistimos a um agradecimento muito sentido, com algumas lágrimas à mistura. Merecido.

E por fim, foi o grande Tom Hanks a apresentar o prémio para melhor filme do ano. O grande favorito era o “Avatar”, ainda mais quando instantes antes foi a Kathryn Bigelow a levar para casa o de melhor realização (por vezes, como no futebol, há daquelas tentativas de compensar… de distribuir os prémios entre todos…). E portanto, Tom Hanks, de uma forma originalmente abrupta abriu o envelope, sem dizer quem eram os nomeados (até porque durante a noite todos eles tinham sido apresentados) e disse em alta voz… “The Hurt Locker” (“Estado em Guerra”).

A Kathryn teve que dar meia-volta e regressar ao palco; o trio de actores (Jeremy Renner, Anthony Mackie e Brian Geraghty) subriam ao palco em festa… foi um momento provavelmente inesperado, muito semelhante ao que tinha acontecido com o Crash alguns anos antes.

Se foi merecido? Creio que sim. Tanto o “Avatar” como o “The Hurt Locker” mereciam a distinção; o primeiro pela inovação inerente ao filme de Cameron, inovação essa que poderá marcar uma nova viragem na industria; o segundo pelo esforço e pela forma como foi abrindo caminho, posicionando-se como um dos favoritos ao prémio.

O “Avatar” é um fenómeno a nível gráfico, repleto de efeitos especiais incrivelmente bem executados… mas o “The Hurt Locker” é algo diferente; personagens reais, situações reais, mensagens políticos… é um tacho de coisas muito boas. Prémio merecido.

De resto, nota para “Up” que ganhou melhor filme de animação como era de esperar; também ganhou melhor Score (partitura) original, um prémio do qual gosto muito pelo meu enorme gosto por partituras/bandas sonoras de filmes.

E de resto, podem consultar os vitoriosos aqui.

Foi um 2009 com alguns bons filmes; veremos o que 2010 nos oferece…


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