Mundial, mundial, mundial!

Olá amigos! Há quanto tempo?

Dois meses, pelo menos :)

A vida complica-se e o tempo encurta para estas coisitas :)

Mas estou de volta, nem que seja por 15 minutos, para tecer umas pequenas palavras sobre o grande acontecimento da actualidade.

As SCUTS! Dasse! Daqui a nada colocam portagens a sair a minha casa para cobrar a simples utilização das estradas nacionais. Ponham-se atentos!

Mas não, o grande acontecimento da actualidade é o falecimento do José Saramago, nobel da literatura. Como não sou grande leitor – ou pelo menos leitor analógico – não posso tecer grandes comentários. Mas quem suscita tantas controvérsias, emoções e afins, só pode ter tido uma grande influencia na sociedade e na vida das pessoas.

Ok, ok! É o Mundial de Futebol que concentra todas as atenções neste momento. E se até às 12h30 de ontem (segunda) o Mundial tinha sido muito mal temperado, o Portugal – Coreia do Norte verteu litros de ketchup sobre a competição, e esta ficou mais saborosa.

Facilmente um “tuga” fica extasiado com o resultado que Portugal obteve ontem. Já não jogavam assim “tão bem” em conjunto (e verdade seja dita que foi principalmente durante a segunda parte) desde aquele primeiro (ou segundo) jogo de qualificação contra a Dinamarca em Alvalade.

Mas é preciso ter calma. Apesar do resultado volumoso, a Coreia chegou a assustar mais do que uma vez. Mas assim que entrou o primeiro e segundo golo, a defesa deles foi-se abaixo. E tornou-se mais fácil construir um resultado daqueles.

Queiroz, treinador com o qual simpatizo esteve “relativamente” bem ontem. Conseguiu soltar a equipa um pouco mais do que se tinha visto contra a Costa do Marfim. Mas também mau era se não tivesse conseguido tal. No entanto, não estou aqui para o louvar tal como não o crucifiquei na semana passada depois do jogo miserável frente à Costa do Marfim.

Fruto da sua própria natureza “portuguesa”, somos os primeiros a criticar o que é nosso. E isso já vem de há muito… quer com treinadores, quer com jogadores. O Mourinho… ai o que se dizia dele quando treinava o Porto (era o “arrogante”, “o isto”, “o aquilo”)… agora é um ídolo da nossa pátria. Com jogadores é a mesma coisa. Quando Queiroz estava no Manchester e o próprio Fergusson o elogiava, fazendo questão de que este fosse o seu braço-direito, de certeza que não era porque falava bem inglês. É porque era competente. Mas como ele agora está em Portugal, e nós tão facilmente criticamos o que é nosso… é uma besta. No entanto, assim que acontece algo como ontem, já é bestial. Se formos eliminados nos oitavaos frente a não sei quem, será novamente uma besta…. e claro, virá a história do “Scolari”.

Eh pá, sinceramente… Scolari? PQP! Mais uma mania portuguesa de elogiar tudo que vem de fora. O Scolari para mim será sempre um treinador mediocre que teve a sorte de apanhar uma selecção a jogar um europeu em casa, já qualificada e com 6/7 jogadores recentemente campeões europeus e da Taça Uefa. É por isso que ele chegou longe, e o mesmo em 2006 na Alemanha. Assim que as estrelas nacionais saíram da selecção foi o que se viu… ninguém se lembra da caminhada sofrivel até o Europeu 2008? Algo semelhante ao que Queiroz fez? A diferença é que o Scolari pôde sempre trabalhar sobre o que ele tinha feito anteriormente. O Queiroz pegou numa equipa meia-desfeita e teve que trabalhá-la… o que não é fácil. Ninguém lhe deu nada… excepto Jorge Jesus, que lhe entregou um muito bom lateral esquerdo. O Scolari tinha um Luís Figo, muito maduro, que conseguia impor algum sentido no Ronaldo. Agora não há ninguém que o possa fazer. E depois é preciso não esquecer o trabalho que Scolari não fez nas selecções jovens… mas isso é outra história.

Tudo isto para dizer que é preciso ter calma… não podemos matar o Queiroz porque empatou contra a Costa do Marfim, nem podemos declará-lo o maior porque ganhou 7-0. Mais importante ainda, não podemos crucifica-lo por uma qualquer campanha mais curta… porque isto pode correr para qualquer lado e depois chamar de volta o Scolari (Quanto muito, chamem pelo Humberto Coelho).  A dita cuja recente era dourada do futebol português existiu por causa de circunstâncias muito próprias que agora não existem.

Portanto… para não me divagar muito mais, acredito que podemos empatar ou até ganhar ao Brasil. E depois disso, veremos… poderá sair a Espanha, o Chile ou a Suiça… e tirando a maior ameaça que é a Espanha, poderemos pensar em conseguir algo de importante.

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