Já está. Já lá estamos. Oitavos de final garantidos.
Espanha é a selecção que nos espera.
No jogo que tantos apelidam “o jogo entre irmãos”, pouca irmandade se viu.
Foi uma primeira parte ao gosto da samba e uma segunda tocada a fado. No entanto, foi um jogo com pouco sal, algo fraquito, e com umas 4 oportunidades no jogo todo. Enfim, com duas equipas qualificadas, pareceu-me que ninguém queria era perder.
Foi também um jogo que se iniciou com duas equipas com alguns suplentes. Do lado do Brasil havia uma lesão e um castigo; do lado do Portugal, e com a passagem basicamente assegurada, houve vontade de descansar alguns jogadores.
Ter lançado Pepe foi arriscado, ter lançado Ricardo Costa foi assustador. O regresso do Danny e a inclusão do Duda foram as opções menos más. Percebe-se que Simão tem que jogar, que o Pedro Mendes dificilmente perderá o lugar que ocupa durante o resto do mundial e durante a próxima qualificação e que o Fábio Coentrão está numa ascensão ao nível do Cissokho.
Esta passagem também confirma algo que eu tinha discutido com algumas pessoas e que também já tinha sido dito pelos “especialistas”: o empate contra a Costa do Marfim não foi mau de todo. O essencial era não perder e isso foi conseguido. Que não jogamos bem nesse jogo, isso todos sabemos. Mas não termos perdido foi o essencial porque o que acabaria por acontecer no grupo era o mais esperado.
O jogo com a Espanha é já na terça… e i’ve got a feeling que o Mundial não vai acabar na terça à noite.
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