Ontém tive a honra de ir a um casamento. Sim. Um casamento. Sim. Em pleno Janeiro. Sim. Em pleno inverno.
Mais interessante é que o casamento foi no interior-centro. Foi numa linda terra que vai pelo nome de Oleiros, em Castelo Branco.
Apesar de estar à espera de alguma neve, o Google Maps indicou-me pelo pior caminho possível. Mandou-me ir pelo que me pareceu ser o caminho turístico: pelo meio do monte, lá perto do topo da serra onde estão instaladas as ventoinhas eólicas. E lá, onde o sol ainda não tinha chegado naquele dia, apanhei quilometros sem fim de neve e gelo e gelo e neve. De vez em quando aparecia umas partes já sem nada o que me deixou mais descansado. Mas foram quilómetros a subir e a descer sem ver um único outro carro. Sozinhos no meio do monte, no meio do frio, no meio do inverno, no meio da neve… grande pesadelo!
Apanhei um petit susto, nada de extraordinário. Mas o que seria uma viagem na neve sem o carros nos querer fugir um pouco?
A celebração em si foi porreira. Nunca vi um padre celebrar uma missa tão rápido. A homília durou 9 minutos. De resto, foi bater o dente durante a celebração de tanto frio que estava. Para tirar fotografias, mais frio ainda com rajadas de vento bem arrepiantes.
Com já algum juízo, o regresso a casa foi feito por outras terras, menos perigosas e com menos neve. Passagens pela Sertã e por Pedrogão Grande, bem como todas as terras pelo meio, apesar da noite, deram para perceber que são terras com uma paisagem apelativa.
Portanto, para resumir e concluir, se querem bater o dente, sugiro que façam uma viagem para o interior, no meio do inverno. O casamento é apenas um bónus… falo de comida claro. E o amor

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