Bastou uma bomba, um tiro, um golão ao minuto 6 para que o sonho de muitos acabasse87 minutos depois.
O Ronaldo, que pouco fez em 180 minutos de futebol, tirou um coelhinho da cartola e permitiu ao Manchester United seguir em frente para as meias-finais da Liga dos Campeões num lindíssimo golo.
Felizmente para mim tinha os pés bem assentes no chão; sabia que a segunda mão era tudo menos fácil e que repetir o jogo da terça passada seria uma proeza inacreditável para além de quase impossível. Portanto, acabei por não sofrer com a eliminação do Porto às mãos do Manchester. Estranho como coisas tão banais conseguem mexer com uma pessoa.
O Manchester tem melhor equipa, tem mais e melhores opções e tem mais experiência; o Manchester também tinha uma obrigação que o Porto não tinha, que era passar a eliminatória.
Claro que é fácil dizer isto e usar essas linhas como desculpa dado que o Porto foi eliminado, mas a realidade é mesmo essa; se o Porto passasse, estes factores apenas fariam dessa passagem ainda mais louvavel do que já era.
Resumindo; o Manchester United foi muito mais equipa esta quarta do que na terça passada; foi melhor neste jogo do que o Porto; o Anderson e o Rio Ferdinand fizeram toda a diferença tal como a saída do Lucho à passagem da meia hora.
O Porto sai então da Liga dos Campeões de cabeça erguida; ciente de que fez o melhor que podia, ciente de que deixou muitos portugueses orgulhosos do seu feito (sobretudo na primeira mão) e ciente de que talvez, para a próxima, ninguém pensará que o FC Porto é, em circustância alguma o bombo da festa.
E como disse na semana passada, independentemente daquilo que o Porto fez hoje, mais uma vez o Porto demonstrou porquê ser o melhor clube português da actualidade e porque não, dos melhores da Europa.






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