Ontem – já domingo em Portugal – realizou-se no local de sempre a 82ª edição dos Oscars.
Muito brilho, muita glamour, muito dinheiro passearam a red carpet antes da cerimónia propriamente dita.
Como tem sido habitual, o momento de “inauguração” da cerimónia contou com uma pequena performance musical. Desta vez não foi com nenhum dos apresentadores – Steve Martin ou Alec Baldwin – mas com o Neil Patrick Harris. Não teve o mesmo impacto que a actuação do Hugh Jackman teve na edição anterior, mas foi interessante.
Com grande entusiasmo vi a dupla Martin/Baldwin. O Martin sempre teve o seu lado cómico mas só recentemente é que o Alec Baldwin, muito por culpa da sua participação notável em 30 Rock, também começou a dar umas tacadas. Conclusão: excelente. Acho que formaram um par fantástico ao longo da noite. A apresentação foi muito engraçada e em momentos hilariantes. Por exemplo, na referência ao filme “Inglorious Basterds” diziam qualquer coisa como… “Aqui deste lado temos os inglorious basterds, e deste lado temos o pessoal que fez o filme…” (podem ver o momento aqui) Foram coisas pequenas, com pequenas picardias entre ambos que tornaram o trabalho entre a dupla bastante bom.
Quanto aos premiados… creio que não houveram muitas surpresas.
Christoph Waltz ganhou o prémio para melhor actor secundário pelo seu papel em “Inglorious Basterds”; Mo’Nique venceu melhor actriz secundária pela interpretação em Precious.
Jeff Bridges venceu – pela primeira vez – o Oscar para melhor actor. Ultrapassou o Clooney nas últimas semanas e embora ainda não vi o filme, suponho que seja merecido, até pelas boas críticas ao seu desempenho.
Do lado das mulheres foi Sandra Bullock a levar para casa o prémio de melhor actriz. Bem perguntava ela quando chegou ao palco se ela teria merecido ou se foi a pressão. Há um grande amor-ódio pela actriz. Da minha parte, realmente não acho que ela seja um actriz extraordinária. No entanto, vi a performance dela em “The Blind Side” e creio que nem esteve mal de todo… ou pelo menos fez o que melhor que pôde.
Font: NYTimes
Passando para o segundo prémio mais importante dos Oscars, o de melhor realizador, a escolha recaiu sobre a Kathryn Bigelow, realizadora do “The Hurt Locker”, “Estado de Guerra” em português. Não foi a primeira vez que uma mulher foi nomeada para o prémio de realização mas foi, em véspera do dia Internacional da Mulher, a primeira vez que uma mulher levou o prémio para casa. Mais uma vez assistimos a um agradecimento muito sentido, com algumas lágrimas à mistura. Merecido.

E por fim, foi o grande Tom Hanks a apresentar o prémio para melhor filme do ano. O grande favorito era o “Avatar”, ainda mais quando instantes antes foi a Kathryn Bigelow a levar para casa o de melhor realização (por vezes, como no futebol, há daquelas tentativas de compensar… de distribuir os prémios entre todos…). E portanto, Tom Hanks, de uma forma originalmente abrupta abriu o envelope, sem dizer quem eram os nomeados (até porque durante a noite todos eles tinham sido apresentados) e disse em alta voz… “The Hurt Locker” (“Estado em Guerra”).

A Kathryn teve que dar meia-volta e regressar ao palco; o trio de actores (Jeremy Renner, Anthony Mackie e Brian Geraghty) subriam ao palco em festa… foi um momento provavelmente inesperado, muito semelhante ao que tinha acontecido com o Crash alguns anos antes.
Se foi merecido? Creio que sim. Tanto o “Avatar” como o “The Hurt Locker” mereciam a distinção; o primeiro pela inovação inerente ao filme de Cameron, inovação essa que poderá marcar uma nova viragem na industria; o segundo pelo esforço e pela forma como foi abrindo caminho, posicionando-se como um dos favoritos ao prémio.
O “Avatar” é um fenómeno a nível gráfico, repleto de efeitos especiais incrivelmente bem executados… mas o “The Hurt Locker” é algo diferente; personagens reais, situações reais, mensagens políticos… é um tacho de coisas muito boas. Prémio merecido.
De resto, nota para “Up” que ganhou melhor filme de animação como era de esperar; também ganhou melhor Score (partitura) original, um prémio do qual gosto muito pelo meu enorme gosto por partituras/bandas sonoras de filmes.
E de resto, podem consultar os vitoriosos aqui.
Foi um 2009 com alguns bons filmes; veremos o que 2010 nos oferece…





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