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Oscars 2010 em revisão

Ontem – já domingo em Portugal – realizou-se no local de sempre a 82ª edição dos Oscars.

Muito brilho, muita glamour, muito dinheiro passearam a red carpet antes da cerimónia propriamente dita.

Como tem sido habitual, o momento de “inauguração” da cerimónia contou com uma pequena performance musical. Desta vez não foi com nenhum dos apresentadores – Steve Martin ou Alec Baldwin – mas com o Neil Patrick Harris. Não teve o mesmo impacto que a actuação do Hugh Jackman teve na edição anterior, mas foi interessante.

Com grande entusiasmo vi a dupla Martin/Baldwin. O Martin sempre teve o seu lado cómico mas só recentemente é que o Alec Baldwin, muito por culpa da sua participação notável em 30 Rock, também começou a dar umas tacadas. Conclusão: excelente. Acho que formaram um par fantástico ao longo da noite. A apresentação foi muito engraçada e em momentos hilariantes. Por exemplo, na referência ao filme “Inglorious Basterds” diziam qualquer coisa como… “Aqui deste lado temos os inglorious basterds, e deste lado temos o pessoal que fez o filme…” (podem ver o momento aqui) Foram coisas pequenas, com pequenas picardias entre ambos que tornaram o trabalho entre a dupla bastante bom.

Quanto aos premiados… creio que não houveram muitas surpresas.

Christoph Waltz ganhou o prémio para melhor actor secundário pelo seu papel em “Inglorious Basterds”; Mo’Nique venceu melhor actriz secundária pela interpretação em Precious.

Jeff Bridges venceu – pela primeira vez – o Oscar para melhor actor. Ultrapassou o Clooney nas últimas semanas e embora ainda não vi o filme, suponho que seja merecido, até pelas boas críticas ao seu desempenho.

Do lado das mulheres foi Sandra Bullock a levar para casa o prémio de melhor actriz. Bem perguntava ela quando chegou ao palco se ela teria merecido ou se foi a pressão. Há um grande amor-ódio pela actriz. Da minha parte, realmente não acho que ela seja um actriz extraordinária. No entanto, vi a performance dela em “The Blind Side” e creio que nem esteve mal de todo… ou pelo menos fez o que melhor que pôde.

Font: NYTimes

Passando para o segundo prémio mais importante dos Oscars, o de melhor realizador, a escolha recaiu sobre a Kathryn Bigelow, realizadora do “The Hurt Locker”, “Estado de Guerra” em português. Não foi a primeira vez que uma mulher foi nomeada para o prémio de realização mas foi, em véspera do dia Internacional da Mulher, a primeira vez que uma mulher levou o prémio para casa. Mais uma vez assistimos a um agradecimento muito sentido, com algumas lágrimas à mistura. Merecido.

E por fim, foi o grande Tom Hanks a apresentar o prémio para melhor filme do ano. O grande favorito era o “Avatar”, ainda mais quando instantes antes foi a Kathryn Bigelow a levar para casa o de melhor realização (por vezes, como no futebol, há daquelas tentativas de compensar… de distribuir os prémios entre todos…). E portanto, Tom Hanks, de uma forma originalmente abrupta abriu o envelope, sem dizer quem eram os nomeados (até porque durante a noite todos eles tinham sido apresentados) e disse em alta voz… “The Hurt Locker” (“Estado em Guerra”).

A Kathryn teve que dar meia-volta e regressar ao palco; o trio de actores (Jeremy Renner, Anthony Mackie e Brian Geraghty) subriam ao palco em festa… foi um momento provavelmente inesperado, muito semelhante ao que tinha acontecido com o Crash alguns anos antes.

Se foi merecido? Creio que sim. Tanto o “Avatar” como o “The Hurt Locker” mereciam a distinção; o primeiro pela inovação inerente ao filme de Cameron, inovação essa que poderá marcar uma nova viragem na industria; o segundo pelo esforço e pela forma como foi abrindo caminho, posicionando-se como um dos favoritos ao prémio.

O “Avatar” é um fenómeno a nível gráfico, repleto de efeitos especiais incrivelmente bem executados… mas o “The Hurt Locker” é algo diferente; personagens reais, situações reais, mensagens políticos… é um tacho de coisas muito boas. Prémio merecido.

De resto, nota para “Up” que ganhou melhor filme de animação como era de esperar; também ganhou melhor Score (partitura) original, um prémio do qual gosto muito pelo meu enorme gosto por partituras/bandas sonoras de filmes.

E de resto, podem consultar os vitoriosos aqui.

Foi um 2009 com alguns bons filmes; veremos o que 2010 nos oferece…

Clap, clap, Mr. Oscar!

Para quem se atreveu a ficar até às 5 da manhã esta madrugada para ver em directo toda a emissão dos Oscars certamente que não terá ido para a cama muito desiludido com o que viu durante quatro horas.

Foi uma cerimónia, como diziam os comentadores (opinião com a qual concordo), mais dinâmica, mais divertida e, apesar de ter durado 3h30, até menos exaustiva do que se poderia prever. A forma como agruparam muitas dos prémios (os técnicos, os de música, os de escrita, por exemplo) permitiu ganhar alguns minutos para depois poderem ser aproveitados noutros momentos. As mini-cerimónias feitas aquando da apresentação dos nomeados para melhor actriz e actor secundário bem como actriz e actor principal são apenas um exemplo desse aproveitamento e de um novo espírito dinâmico que a organização tentou dar este ano.

Mas vamos por partes. Hugh Jackman estreou-se como anfitrião este ano e, penso eu, comportou-se lindamente. Numa tentativa de reduzir custos ou apenas de fazer algo original, a cerimónia de abertura contou com um Jackman a mostrar os seus dotes como cantor (bastante bons até) numa medley que, como é habitual, introduziu os vários nomeados para melhor filme do ano. A subida “inesperada” (inesperada para o público, claro) ao palco de Anne Hathaway para fazer um mini-duet com o Hugh foi divertido e apenas uma parte de uma divertida cerimónia de abertura.

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O habitual “secante” discurso do Presidente da Academia foi substituido este ano por mais um momento de entretenimento: um musical à imagem do Hugh Jackman, como ele o introduziu. Contou com a presença da Beyoncé bem como o par do High School Musical (Zac Efron e Vanessa Hudgens) e do Mamma Mia (Amanda Seyfried e Dominic Cooper). Estes presentearam o público com um mini-musical onde cantaram e dançaram a um medley que contou com músicas de vários musicais, medley esse criado pelo Baz Luhrmann. Aliás, o recordar dos “momentos altos” em várias categorias (comédia, romance, etc.) através de pequenas montagens foi outra das novidades.

Portanto, este foi um pequeno grande resumo do que foi a cerimónia. Em termos de vencedores…

Slumdog Millionaire destronou o The Curious Case of Benjamin Button que entrou com uma dúzia mais uma nomeações. O Slumdog levou para casa 8 das 10 nomeações que teve o que é uma marca notável. Entre as 8 estatuetas vencidas, as duas mais importantes: melhor filme e melhor realizador, pela mão de Danny Boyle.

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Em termos de representação, Sean Penn ganhou a melhor interpretação masculina, prémio esse que é inteiramente merecido. Do lado das mulheres foi  a Kate Winslet que venceu e, apesar de não ter visto as prestações das restantes nomeadas, parece-me que esta interpretação da Kate é mais do que merecedora.

Em termos de actor e actriz secundária, a Penélope Cruz ganhou pela sua interpretação em Vicky Cristina Barcelona enquanto que o já falecido Heath Ledger venceu o prémio para melhor actor secundário pelo seu trabalho em The Dark Knight.

Nota para o facto de todos os 4 discursos dos vencedores referidos terem sido bastante emotivos. Penélope com palavras para a sua terra natal; Kate fez uma homenagem especial à Meryl, o Sean Penn com um discurso emotivo e igualmente político, fazendo valer o papel que interpretou em Milk; e a família do Heath Ledger a receber o Oscar em nome da filha de 3 anos, na mais emocionante recepção da noite.

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De resto, e dentro das categorias que mais me interessavam, não se registaram grandes surpresas nas entregas ontem a noite. O The Dark Knight, para além do prémio do Heath Ledger levou para casa o prémio de melhores efeitos sonoros. Wall-E não desiludiu e levou para casa o prémio para melhor animação. Em termos de música, os dois prémios foram para o Slumdog tal como melhor adaptação. O prémio para escrita original ficou para o autor de Milk, também esse com um discurso bastante emotivo. De uma forma geral, creio que quem mais mereceu levou para casa o seu merecido prémio.

Em suma, uma boa noite, uma noite divertida, uma noite em que os Oscars não foram uma cerimónia secante mas antes uma cerimónia mais divertida que premiaram os melhores do ano na indústria cinematográfica. Para o ano há mais!

the road to the Oscars [3]

Logo à noite celebram-se os Oscars e apesar de já ter circulado na net uma suposta lista com os vencedores, não me parece que esta brincadeira vá estragar o espectáculo.

Mas não é da cerimónia que vou falar. Antes, nas próximas linhas apenas vou deixar uma breve opinião sobre o último filme nomeado que vi: o Reader.

O Reader, com Kate Winslet no papel principal, acompanhada pelo Ralph Fiennes e o David Kross, conta a história de uma mulher que um dia encontra um rapaz. Este encontro leva a novas aventuras entre ambos até que um dia ela desaparece. No entanto, o rapaz acaba por a “encontrar” alguns anos depois em circunstâncias bastante “únicas”.

Perdoem-me as aspas e a ambiguidade, mas creio que é melhor vocês preencherem o vazio por vós próprios.

De forma resumida acho o filme muito bom. Acho a história maravilhosa e apesar de não conhecer os outros nomeados para melhor adaptação, este é de facto um bom candidato.

Acho a performance da Kate Winslet bastante corajosa, tal como a do David Kross, de apenas 18 anos. Depois perceberão porquê. Dos filmes que contemplam as actrizes para Melhor Actriz, este foi o único que vi e portanto também não posso estabelecer grandes opiniões.

De resto, fica apenas a ideia de que este filme é bem capaz de se intrometer na corrida a melhor filme.

A minha aposta vai para o Frost/Nixon para vencedor enquanto que o Slumdog e o The Reader são os underdogs. Veremos, logo à noite.

the road to the Oscars [2]

No último post relacionado com os Oscars fiz referência aos dois filmes que mais nomeações receberam para esta edição da cerimónia: o The Curious Case of Benjamin Button e Slumdog Millionaire.

Depois de nos últimos dias ter visto mais dois dos nomeados para melhor filme, Milk e Frost/Nixon, algumas das minhas ideias e preferências para os vencedores começam a ficar mais fixas.

Gostei do Milk. Achei no então o filme algo lento, sobretudo a primeira hora. É uma espécie de biografia que retrata a história do Harvey Milk, um homossexual e activista gay, bem como o primeiro homem gay a ser eleito para um cargo político em Califórnia.  Gostei da forma como foi filmado e montado. Continha algumas cenas retiradas dos actuais momentos na história relativas ao movimento que o Harvey Milk iniciou. Muitos planos também foram filmados utilizando um filtro que cria um tipo de ruído visual e pouco nítido, comum, penso eu, das máquinas de filmar amadoras daquele tempo. Gostei bastante do Sean Penn. Fez uma interpretação notável e bastante convincente. Não quero agora entrar em análises de estereótipos, mas conseguiu exprimir as emoções e comportamentos que associamos tradicionalmente aos homens gay. Não vi todos os filmes do Penn, mas de certeza que esta interpretação esteve ao nível de muitas outras excelentes interpretações como em Mystic River e I Am Sam. Creio que também o Sean Penn conseguiu exprimir a verdadeira pessoa que foi o Harvey Milk.

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Gostei do Milk. Gostei, por muito estranho que pareça, ainda mais do Frost/Nixon. O Frost/Nixon, apesar de não ser um filme de acção, tem uma acção invisível que faz com que o filme, a meu ver, nunca seja aborrecido. O Frost/Nixon, para resumir, retrata a história do Richard Nixon e as suas entrevistas com o David Frost no aftermath do escandâlo Watergate. Toda essa acção invisível que eu lhe chamo está contida em toda a estratégia de Frost vs. Nixon. Se por um lado o Frost e os seus colaboradores querem que o Nixon admita que cometeu um crime; o Nixon e colaboradores preparam-se da melhor forma possível para defender a sua imagem, deteriorada depois de ter renunciado à presidência dos Estados Unidos, e ainda mais, depois de ter sido perdoado pelo seu vice e novo Presidente, Gerald Ford. Neste aspecto acho que é de salientar o trabalho do realizador Ron Howard. Para além de ter tornado um filme potencialmente aborrecido num filme interessante, toda a escolha de planos, sobretudo no que diz respeito às cenas que compõe a última das entrevistas entre Nixon e Frost são muito bem feitas. Mas isto sou eu. De louvar também o trabalho de Frank Langella no papel de Richard Nixon. Não é que tenha achado a interpretação algo de fabuloso mas, no geral, conseguiu dar credibilidade ao Nixon.

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De salientar que ambos os filmes passam durante os anos 70 e ambos focam em temas políticos.

Assim, dos 4 que já vi – falta o The Reader – o meu favorito a melhor filme do ano continua a ser Slumdog Millioanire. No entanto, algo dentro de mim diz-me que o Frost/Nixon poderá ser a surpresa. Os Estados Unidos acaba de viver uma das mais importantes viragens políticas dos últimos anos e um filme de política que retrata o pós-queda de um Republicano parece-me encaixar aqui de algum modo. Sean Penn, como previ, continua a ser o meu preferio para melhor actor embora ainda me falte ver, se der para ver, o Richard Jenkins em The Visitor. No entanto, o facto desta ser a única nomeação do filme leva-me a crer que seja pouco provável uma vitória. Mas nunca se sabe.

the road to the Oscars

os Oscars estão a menos de um mês de distância e os nominees já são conhecidos.

para evitar as burrices do ano passado, isto é, ver a cerimónia dos oscars sem ter visto os filmes que foram nomeados, antecipei-me este ano e estou a tentar ver, dentro do possível, os filmes que estão representados nas mais importantes categorias.

5 são os filmes nomeados para melhor filme: The Curious Case of Benjamin Button, Slumdog Millionaire, Frost/Nixon, The Reader e Milk.

destes, já vi os primeiros dois. Esperava mais do Benjamin Button. Não é que desiludiu mas faltava-lhe qualquer coisa. Slumdog Millionaire foi muito bom. Gostei bastante. Sem ter visto os restantes, merece o meu voto nesta categoria.

de resto, ainda não posso tecer grandes comentários. Como já tive a oportunidade de dizer aqui, gostei de Mickey Rourke em The Wrestler e achei que o Brad Pitt esteve bem na pele do Benjamin Button. No entanto, e ainda sem ter visto o filme, acho que Sean Penn é capaz de vencer desta vez. O filme Milk parece-me ter sido um filme que lhe proporcionou um papel bastante interessante e capaz de revelar o grande actor que é.

mais palpites em tempo oportuno!

Back to the 80s [36]

Esta música até tem muito que se lhe diga.

Foi o tema musical do filme Mannequin (alguém o conhece???); chegou ao número 1 do Billboard Hot 100 em Abril de 1987 e até recebeu uma nomeação para os Oscars para melhor canção original.

Nada mau.

Agora, nada me vai parar de colocar…

Nothing’s Gonna Stop Us Now – Starship
No Protection [1987]


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