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Notas do SHIFT’08 [3]

Finalmente, o último dos 3 dias do SHIFT’08 em Lisboa.

Ainda mais cedo que no dia anterior, as conferências começaram logo pelas 9.30 da manhã.

A primeira do dia foi a apresentação do Empressor, uma serviço on-line que permite criar apresentações do tipo power point. Bryan Thatcher, criador do Fusebox e Mike Davis, apresentarm o Empressor, o serviço criado pela pessoal do Fusebox. É um serviço bastante completo e certamente divertido e útil.

Eduardo Manchon apresentou na sessão seguinte The Rise of the Geoweb. O Eduardo, criador do serviço on-line Panoramio, falou da crescente utilização dos mapas para a criação de novos e por vezes inuteis serviços. Falou igualmente do seu próprio serviço e da forma como eles tem estado na Internet.

Manuel Lima explorou de seguida Visual Complexity: A visual exploration on mapping complex networks. Visual Complexity é um site que agrega vários projectos sobre redes complexas e explora essa mesma complexidade ao tentar tornar a informação da rede mais facilmente compreendida.

Antes do almoço tivemos a oportunidade de assistir à apresentação Usability vs. Software Development Process pela mão da Susana Vilaça onde se debateu um pouco sobre a usabilidade em geral. Infelizemente estava à espera de um pouco mais até porque a usabilidade é, hoje em dia e para mim, um tema bastante importante.

Depois do almoço, mais duas apresentações. Primeiro, o jovem e recheado de sucesso Fred Oliveira apresentou Experience Traces. O Fred guiou-nos através de uma série de exemplos sobre como determinadas empresas fazem tudo que está ao seu alcance para tornar a experiência de uma pessoa algo de único.

Finalmente tivemos Tara Hunt e a sua apresentação Making Whuffie: the power of Social Capital and Online Communities. Aqui a Tara explorou alguns pontos que estão na base da criação, aumento e sustentação de um bom capital social, não monetário, mas de pessoas.

Pouco depois decorreu a sessão de encerramento e o fecho.

Foram três dias muito porreiros, muito úteis e muito importantes para quem lá esteve!

Ainda o SHIFT’08… e o PulseMeter

Ia colocar os slides da apresentação do PulseMeter num daqueles serviços de partilha de ficheiros, mas depois vi que o David Orban já tinha colocado os vídeos das apresentações no sítio que todos conhecemos, o Youtube.

Fica então o registo e o vídeo do nosso mini-projecto.

Mais uma vez, parabéns ao grupo!

P.S.: Aqui estão 3/4 do grupo entretidos a fazer nada… à esperar de poder finalmente participar no evento.

Estamos lá no fundo, contra a parede…

A foto também do David Orban.

Notas do SHIFT’08 [2]

O segundo dia do SHIFT’08 começou bem cedo na quinta-feira. Houve o registration logo pelas 9 da manhã e uma pequena introdução às 10. Pouco depois houve lugar à primeira das 7 conferências para o dia. Se por um lado era interessante discutir o maior número de convidados possível, o facto do tempo por conferência se limitar aos 40 minutos, limitou, imagino eu, o conteúdo que foi explorado por cada orador.

A primeira conferência a que assiti foi Design Fiction por Julian Bleecker. Ele falou, de uma forma geral, até porque não teve oportunidade de falar tudo que tinha planeado, sobre o modo como se relaciona o design, a ficção cientifica e os adereços e efeitos especiais recorrendo a exemplos como o Minority Report e o Jurassic Park.

A segunda sessão, já depois de um bom coffee break, foi do Bruno Afosno e teve o título Why Should I Bother?. Com alguma dificuldade em transmitir as suas ideias em inglês, discutiu-se de uma forma geral o conceito de design e a sua importância.

Antes do almoço, a Eddie Correia discutiu o WikiLife. Falou sobre o estado actual do mundo, das comunidades e discutiu-se o modo como se pode desenvolver essas comunidades.

Com o almoço digerido, partiu-se para a 4ª conferência do dia. Mike Stenhouse falou sobre o tema Tapping the Timeline: Designing for Learned and Evolved Responses. Aqui, o Mike discutiu um pouco sobre a sua experiência própria no design de interface(s) recorrendo a alguns exemplos na internet.

Nick Cristea e Sanky (sim, Sanky é o nome do senhor) apresentaram de seguida o Square Wheels – Designing with Common Sense. Este foi claramente uma das melhores apresentações do evento com o duo a apresentar alguns dos seus trabalhos interactivos. Trabalhos muito interessantes, muito bem pensados. Podem consultar o trabalho deles aqui, no AllofUs.

Mais um coffee break e de seguida tivemos o Gutten Touch to Natural Interaction do Multitouch Barcelona. Este grupo de jovens espanhois apresentaram o seu projecto interactivo algo interessante. Tiveram o azar de apresentar depois do Nick Cristea e Sanky, esses sim, cheios de experiência na área de trabalhos interactivos.

A última apresentação do dia a que assisti foi Designing the User Experience Curve do Andy Budd, senhor que deu o tal workshop que não deu para assistir, como referi na primeira parte destas notas do SHIFT’08. O Andy disctiu alguns factores, utilizando os mais diversos exemplos, que estão na base do desenvolvimento de um perfeito user experience. Foi uma boa apresentação para acabar o primeiro dia de conferências.

Notas do SHIFT’08 [1]

Tive a oportunidade de participar, nestes últimos dias (15,16,17 de Outubro) no evento SHIFT’08. O evento decorreu no Centro de Reuniões da FIL, em Lisboa.

O SHIFT – Social and Human Ideas for Technology teve como objectivo promover, através de Workshops e Conferências, conhecimentos relacionados com a Educação, a Acessibilidade, o User Experience, Tecnologias Móveis, Arquitectura, entre outros.

Foram dezenas os oradores convidados, dezenas os participantes em dezenas de conferências nas áreas referidas.

No primeiro dia não cheguei a tempo de me registar para um dos workshops mais apetecíveis do evento, o Guerrila Usability Testing promovido por Andy Budd. Quem teve essa oportunidade afirmou ter sido muito interessante. Felizmente consegui arranjar os slides da apresentação o que já não é muito mau.

Apesar de ter perdido esse Workshop, participei num outro, o P2P Energy Management: The Social Energy Meter, promovido por David Orban [site: David Orban]. Foi um workshop interessante que começou com uma pequena apresentação sobre o tipo de trabalho que o David Orban desenvolve no projecto Open Spime. O Open Spime, de forma resumida, tem a haver sobretudo com os Spimes, objectos capazes de reconhecer onde e quando estão na terra.  Com essa apresentação em mente, eu e os meus colegas, Pedro, Vasco e Ângela partimos para um pequeno brainstorm e a concepção de uma mini-aplicação. Para tal foi necessário escolher uma tipologia de sensores (mecânicos, electromagnéticos, químicos, …), definir igualmente a interacção Homem-Homem e Homem-Máquina. Uma hora depois apresentamos o PulseMeter, uma aplicação capaz de medir as nossas pulsações através de um relógio ou pulseira que por sua vez interage dinamicamente com um dispositivo móvel que envia dados para um webservice. A partir daqui, esta informação tem um grande leque de utilizações. Em breve espero poder mostrar os slides que fizemos e o vídeo que foi gravado. Acho que quem esteve presente gostou da ideia tal como eu gostei das outras ideias apresentadas.

Não sabia bem o que esperar do Workshop promovido pelo David Orban; no entanto, foi muito divertido e interessante.

Amanhã espero poder falar sobre as conferências a que assisti.


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