Vou tentar escrever ao longo desta edição da Liga dos Campeões um pequeno rescaldo do que foi a participação das nossas equipas portuguesas nos seus respectivos jogos. Vamos então a isso.
Barcelona 3 – Sporting 1
Apesar das dificuldades e maus resultados que o Barcelona tinha revelado na sua liga interna, o facto é que as oportunidades de golo não lhes faltavam. Essa capacidade ofensiva fez-se sentir no jogo de terça frente ao Sporting. Com um linha ofensiva de luxo – Messi, Henry e Eto’o – várias foram as oportunidades do Barcelona na primeira parte, muitas através de remates. Pelo que o Barcelona jogava, o primeiro golo veio dar justiça ao resultado até porque o Sporting, apesar das afirmações do Paulo Bento, não conseguia olhar olhos nos olhos o Barcelona e fazer pela vida. Na segunda parte um pouco mais do mesmo, Sporting hesitante e Barcelona a ir para a frente. Foi num penalti muito “forçado” que o Barcelona chegou aos 2-0. A partir daí parece que o Sporting acordou e num lance de bola parada, Tonel reduziu para os 2-1. Foi nesta altura que o Sporting melhor jogava e mais perigo criou. No entanto, perto do fim, o Xavi colocou um ponto final no jogo.
Se é verdade que o Barcelona com maior ou menor dificuldade vai ser líder do grupo, O Shaktar é o adversário directo do Sporting. Este foi ganhar em Basileia, ou seja, o Sporting terá que fazer o mesmo se quiser passar a fase de grupos.
FC Porto 3 – Fenerbahce 1
Eu diria que “com tanto tango, para quê a magia do Quaresma?”. Pelo que tenho visto nos jogos do Porto, a saída do Quarema veio trazer mais opções ao jogo do Porto dado que nem tudo tem que passar por ele. Isto é, não se cria o hábito de passar a bola 80% das vezes ao Quaresma para ele tentar fazer algo de bom (e não estou a dizer que isto não resultava porque sabemos bem que desses 80%, 50% era sempre qualquer coisa deliciosa). Mas agora, com um Porto diferente, com dinâmicas diferentes, o jogo passa pelo Lucho. Talvez seja a minha costeleta a falar, mas definitivamente, até provado em contrário, o melhor jogador em Portugal.
Agora o jogo. O Porto entrou muito bem em jogo. Muita dinâmica, muitos passes, muita corrida. Boa jogada e primeiro golo do jogo de Lisandro. Pouco depois, corrida do Rodriguez, cruzamento e remate de Lucho para o 2º. Alguns minutos depois, o Lisandro desperdiçou o 3º. Com isto, veio o 2-1. A partir daí o jogo tornou-se mais equilibrado. A segunda parte trouxe um jogo novamente equilibrado mas com uma crescente intensidade do Fenerbahce. Resultado disso foram 2 ou 3 cruzamentos de Roberto Carlos para a grande área que podiam ter dado golo se sofressem um desvio. No meio deste sufoco que o Porto sofria, houve de facto um penalti contra o Porto que não foi assinalado. Bruno Alvez com um puxão da camisola cometeu uma falta para penalti não assinalado. Temos que ser coerentes. Para segurar o jogo nos últimos minutos, Lino entrou. Na primeira acção ofensiva, recebeu um passe de Sapunaru e selou o jogo.
Com um empate entre o Dynamo e o Arsenal, o Porto lidera o grupo. No entanto, a deslocação a Londres na próxima jornada é crucial para ver realmente o estofo que o Porto tem.


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